
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira (19), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer na segunda-feira (18) que adiou um ataque planejado contra o Irã. A sinalização reduziu a pressão recente sobre o petróleo, que recuava mais de 1,5% no fim da madrugada, com o Brent perto de US$ 110 por barril. O movimento foi acompanhado por leitura de dados econômicos no Japão e expectativa pela decisão de juros do Banco do Povo da China (PBoC).
Na Ásia, o índice Kospi, da Coreia do Sul, registrou a maior queda do dia, de 3,25%, aos 7.271,66 pontos, pressionado por ações de empresas de semicondutores e do setor automotivo. No Japão, o Nikkei recuou 0,44%, aos 60.550,59 pontos. Em Taiwan, o Taiex cedeu 1,75%, aos 40.175,56 pontos.
Na direção oposta, os mercados da China continental fecharam em alta. O Xangai Composto avançou 0,92%, aos 4.169,54 pontos, enquanto o Shenzhen Composto subiu 0,51%, aos 2.877,17 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve ganho de 0,48%, aos 25.797,85 pontos. Na Oceania, o S&P/ASX 200, da Austrália, terminou o pregão com alta de 1,17%, aos 8.604,70 pontos.
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O principal fator do dia foi a reação dos agentes financeiros à declaração de Trump sobre o Irã. A leitura do mercado foi de redução temporária do risco de agravamento do conflito no Oriente Médio, que se aproxima de três meses. Com isso, o petróleo interrompeu a sequência recente de valorização.
Para o setor agropecuário, a oscilação do petróleo é um indicador relevante porque influencia custos de diesel, transporte e energia, componentes presentes na logística de grãos, proteínas e insumos. O texto de origem, porém, não traz estimativas específicas sobre repasses para frete, combustíveis ou cadeias agroindustriais.
Investidores também avaliaram dados de crescimento do Japão, que vieram acima do esperado, e mantiveram atenção para a decisão de juros do PBoC, em meio a indicadores fracos de produção industrial e vendas no varejo na China.
No curto prazo, o comportamento do petróleo deve seguir sensível aos desdobramentos no Oriente Médio e às sinalizações das principais economias asiáticas. Sem novas informações sobre oferta de energia ou reflexos diretos sobre custos no campo, não há base técnica, neste momento, para medir o efeito prático sobre o agronegócio brasileiro.
Fonte: Estadão Conteúdo
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