OPINIÃO

Você é real?

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Na era da informação instantânea e das redes sociais, o desafio de discernir entre a verdade e a falsidade tornou-se mais urgente do que nunca. Vivemos em um mundo saturado de informações, onde a linha entre o real e o fabricado muitas vezes se torna difusa. E, nada melhor do que refletir sobre essa questão no Dia da Mentira, onde se brinca com as possibilidades das “mentirinhas e trotes” criados para enganar os “bobos”. Nesse contexto, cultivar o pensamento crítico tem sido uma habilidade essencial para navegar com segurança pelo mundo.

Um dos primeiros passos para desenvolver o pensamento crítico é questionar a autenticidade tanto de nossas próprias representações quanto das informações que encontramos. Devemos nos perguntar: somos verdadeiros em nossas interações online e offline, ou estamos perpetuando uma persona fabricada para se encaixar em determinados padrões sociais? Da mesma forma, devemos questionar a veracidade das informações que consumimos, especialmente nas redes sociais, onde a disseminação de notícias falsas é desenfreada.

É alarmante perceber como a busca pela autenticidade muitas vezes é substituída pela busca pela aceitação social. Vemos pessoas dispostas a distorcer a verdade ou a criar narrativas fabricadas simplesmente para serem aceitas ou admiradas pelos outros. A obsessão por parecer ser tornou-se uma característica dominante em nossa cultura, levando muitos a perder de vista o valor da verdade.

A trágica história da jovem que aparentava felicidade nas redes sociais antes de cometer suicídio é um lembrete doloroso de como a falsidade pode ter consequências devastadoras. Quantas outras pessoas estão aparentando vidas falsas, sacrificando sua autenticidade em busca de aceitação?

As pessoas se apresentam de maneira seletiva, exibindo apenas os aspectos mais glamorosos de suas vidas, enquanto escondem as dificuldades e os fracassos. É fácil cair na armadilha de acreditar nessas representações idealizadas, especialmente quando são reforçadas por promessas vazias de mudança instantânea e sucesso fácil.

Estamos imersos em um mundo onde a profecia antiga, registrada em Provérbios e Gálatas, se concretiza: “o amor entre os seres humanos está esfriando, dando lugar a uma mentalidade avarenta e presunçosa, onde o foco principal é o próprio prazer, relegando as questões espirituais a segundo plano”. Este é o panorama atual, onde a preocupação genuína com o bem-estar dos outros muitas vezes é substituída pelo egoísmo e pela busca incessante pela gratificação pessoal.

No entanto, devemos lembrar que a verdade não é apenas um conceito abstrato; é uma força vital que molda nossas interações sociais, nossas instituições e até mesmo nossa própria autoimagem. Celebrar a verdade, portanto, deve ser uma prioridade em nossas vidas.

Se todos nós nos comprometermos a ser autênticos apenas por um dia, a falar e agir com integridade, iríamos nos surpreender!!! Talvez um dia quem sabe possamos desmantelar a cultura da desinformação que permeia nossa sociedade. Muitos caem na armadilha das fake news e teorias da conspiração não por malícia, mas por falta de habilidade para analisar e questionar as informações que recebem.

Devemos rejeitar a ideia de que o sofrimento e a falsidade são ferramentas eficazes para obter reconhecimento ou seguidores nas redes sociais. Em vez disso, vamos promover uma cultura da verdade, onde a honestidade e a transparência sejam valorizadas acima de tudo.

A grande verdade é que o poder está em nossas mãos para desafiar a cultura da desinformação e promover uma sociedade fundamentada na verdade e na integridade.

Cultivar o pensamento crítico não é apenas uma habilidade; é um ato de resistência contra a maré de falsidade e engano que ameaça nosso mundo. Que possamos abraçar essa responsabilidade com seriedade e compromisso, guiados pela convicção de que a verdade, por mais difícil que seja, é o único alicerce seguro sobre o qual podemos construir um futuro digno.

Sonia Mazetto – Gestora de Potencial Humano, Terapeuta Integrativa, Fonoaudióloga e Palestrante.





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Nefrologia Pediátrica em todas as vertentes

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Nunca antes no Brasil houve um evento voltado para Nefrologia pediátrica como o que foi realizado em Cuiabá no início de maio. Foram abordados temas contemporâneos que percorreram o espectro do cuidado nefrológico do prematuro ao adolescente na era digital, contando com a contribuição de mais de 50 palestrantes, incluindo três renomados especialistas internacionais e uma participação expressiva, com mais de 600 inscritos.

Sem dúvida, o XX Congresso Brasileiro de Nefrologia Pediátrica, organizado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), foi um marco para a especialidade.

Conseguimos destacar a importância da nefrologia pediátrica, uma especialidade que enfrenta desafios como a baixa procura em programas de residência médica e limitado apoio de entidades políticas e civis. O evento também buscou fortalecer a comunidade de nefrologistas pediátricos e advogar por mais reconhecimento e recursos para a área.

O fórum em defesa da nefropediatria, realizado no dia 3 de maio, foi um dos pontos altos do congresso, culminando na criação da Carta de Cuiabá, que propõe um projeto de linha de cuidado integrada para o paciente renal pediátrico. Este resultado demonstra que as expectativas do evento foram não apenas atendidas, mas superadas, promovendo um diálogo frutífero entre os profissionais da área.

Tivemos 2 pré-congressos focados em terapia de suporte renal, com cenários práticos, e disfunções miccionais neurogênicas e não neurogênicas, além de um simpósio multiprofissional. Essas atividades proporcionaram uma rica troca de experiências e atualização profissional.

Para nós nefropediatras esse congresso foi a valorização da nossa especialidade.

Recebemos ainda a Senadora Margarete Buzetti e a Primeira-Dama Virgínia Mendes na abertura do evento que nos deu força.

Precisamos falar mais sobre os tratamentos das crianças e adolescentes com problemas renais. Quanto mais cedo o diagnóstico mais eficaz é o tratamento.

Emmanuela Bortoletto Santos dos Reis é medica Nefropediatra no Hospital Santa Rosa e professora na UNIVAG- CRM/ MT 6596 e RQE 300; 327.





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Farmacêutica alerta para Uso Racional de Nutracêuticos e Suplementos Alimentares

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*Daniela Vial

Nos dias de hoje, a busca incessante por uma vida mais saudável e a preocupação com o bem-estar têm levado muitas pessoas a recorrerem a nutracêuticos e suplementos alimentares. No entanto, alerto para os riscos associados ao uso indiscriminado desses produtos e enfatizo a importância de um consumo racional e orientado.

Nutracêuticos são substâncias extraídas de alimentos que proporcionam benefícios à saúde, como antioxidantes, probióticos e ácidos graxos ômega-3. Suplementos alimentares, por outro lado, são produtos que contêm nutrientes como vitaminas, minerais, aminoácidos e enzimas, destinados a complementar a dieta.

Apesar de amplamente divulgados como benéficos, os nutracêuticos e suplementos podem apresentar riscos quando usados de maneira inadequada. Destaco que a automedicação e a falta de orientação profissional podem levar a consequências graves. O excesso de certas vitaminas e minerais pode ser tóxico. A vitamina A, por exemplo, em doses elevadas pode causar hepatotoxicidade, enquanto o consumo excessivo de ferro pode resultar em sobrecarga e levar a problemas cardíacos e diabetes.

A orientação de um profissional de saúde, como um farmacêutico ou nutricionista, é essencial para o uso seguro desses produtos. Esses especialistas podem avaliar a necessidade individual de cada paciente, considerando fatores como idade, sexo, estado de saúde e dieta. A prescrição adequada e personalizada garante que os pacientes obtenham os benefícios desejados sem correr riscos desnecessários.

Outro ponto fundamental é a escolha de produtos de qualidade e de fontes confiáveis. Suplementos contaminados ou de baixa qualidade podem não apenas ser ineficazes, mas também prejudiciais. Aconselho que sempre procure produtos registrados e aprovados por órgãos competentes, como a Anvisa no Brasil, e evite comprar de fontes duvidosas, como vendedores informais ou sites não certificados.

Educar os consumidores sobre os benefícios e os riscos dos nutracêuticos e suplementos é uma tarefa contínua. Informações baseadas em evidências científicas devem ser amplamente divulgadas para evitar o consumo baseado em modismos ou informações incorretas. Desconfie de promessas milagrosas e busque sempre informações em fontes confiáveis. A saúde não deve ser tratada com descaso.

O uso racional de nutracêuticos e suplementos alimentares é essencial para garantir que seus benefícios à saúde sejam alcançados de forma segura e eficaz. Lembrando que, além de uma orientação profissional adequada, a conscientização sobre a qualidade dos produtos e a educação do consumidor são pilares fundamentais para um consumo responsável. A responsabilidade pelo uso seguro desses produtos deve ser compartilhada entre profissionais de saúde, indústria e consumidores. Somente assim podemos promover a saúde e prevenir doenças de forma segura e eficiente.

*Daniela Vial é farmacêutica, especialista em Análises Clínicas pela Universidade de Cuiabá. Mestre em Biociências, subárea Metabolismo, pelo Programa de Pós-graduação da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Mato Grosso. Atualmente, é conselheira e tesoureira do Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso (CRF-MT).





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Empresas que investem nos colaboradores são mais produtivas

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Por Dra Larissa Dias*

Investir no bem-estar dos colaboradores é crucial por várias razões, a principal delas é que funcionários felizes e saudáveis tendem a ser mais produtivos. Essa preocupação remonta a diferentes momentos da história empresarial, mas ganhou destaque significativo durante o movimento das Relações Humanas nas décadas de 1920 e 1930. Desde então, essa conscientização continuou a crescer, com empresas de todos os tamanhos e setores implementando políticas e práticas destinadas a promover um ambiente de trabalho saudável e apoiador.

Investir no bem-estar também pode contribuir para a construção de uma cultura organizacional positiva. Quando os colaboradores percebem que a empresa se preocupa com o seu bem-estar físico, emocional e profissional, eles se sentem mais conectados à organização e mais motivados a colaborarem com seus colegas, garantindo uma equipe mais experiente e engajada.

Sabendo disso e tendo como principal objetivo a melhora na saúde em geral, o bem-estar e o despertar da consciência dos colaboradores para uma vida mais saudável, incentivando a atividade física regular e melhorando o aumento da produtividade, redução dos níveis de estresse e criando um ambiente de trabalho mais saudável, o Instituto Médico de Diagnóstico por Imagem (Imedi) criou o Projeto Movimente-se possibilitando uma desconexão da equipe com os computadores e celulares e aderindo à prática de um esporte coletivo.

Com o objetivo de envolver os colaboradores e líderes de outros setores, a ação acontece uma vez a cada 2 meses, geralmente aos sábados, e inclui atividades como jogos de vôlei de areia, futevôlei, brincadeiras com bolas, piqueniques em lugares como centros de treinamento (CT), parques, quadras poliesportivas, disponibilizadas pela secretaria municipal de esporte e lazer. Essa variedade de locais permite a prática de diferentes modalidades esportivas e físicas, proporcionando aos participantes uma experiência diversificada e estimulante.

Em resumo, investir no bem-estar dos colaboradores não apenas beneficia os próprios funcionários, mas também traz vantagens para a empresa como um todo, incluindo aumento da produtividade, retenção de talentos, construção de uma cultura organizacional positiva e melhoria da imagem corporativa.

*Dra Larissa Dias é diretora administrativa do Grupo Imedi





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