POLÍTICA

Abilio sugere mutilação como punição para quem furta fios de igrejas em Cuiabá

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu punições extremas para pessoas que furtam fiação elétrica de igrejas. Durante um evento realizado na noite de quarta-feira (4), na Capela São Pedro, no bairro Alvorada, o gestor afirmou que enviaria ao Congresso Nacional um projeto de lei prevendo o corte da mão e do pé dos responsáveis por esse tipo de crime, caso tivesse poder para fazê-lo.

A declaração ocorreu depois que Abilio foi informado de que a igreja havia sido alvo de furto de fios. O prefeito participava de uma solenidade de entrega de 597 títulos definitivos de propriedade a moradores de Cuiabá, por meio do Programa Casa Cuiabana, quando comentou o episódio.

“Se eu pudesse decidir como presidente da República e o Congresso, eu mandava um projeto para cortar a mão e o pé de quem rouba fio de igreja”, afirmou.

Na sequência, o prefeito criticou a legislação brasileira e defendeu penas mais rigorosas para os autores dos furtos.

“Essa lei é muito impune. Como que o cara rouba fio de igreja? Tem que existir umas penas mais duras para esse pessoal”, declarou.

Em outra manifestação sobre o episódio, Abilio comparou a forma como determinados grupos e países aplicam punições a criminosos e afirmou que essa lembrança motivou sua reação inicial de indignação.

“O primeiro momento que eu tive, o momento de indignação, eu lembrei de como estado islâmico, como o Hamas, como esse pessoal lida com essas coisas. Eles cortam as mãos, cortam os pés de quem rouba. E essa pessoa não volta mais a roubar”, disse.

O prefeito também atribuiu a reincidência de crimes patrimoniais à impunidade no país.

Constituição proíbe penas de mutilação

A punição sugerida por Abilio, entretanto, não encontra respaldo na legislação brasileira. O artigo 5º da Constituição Federal proíbe expressamente a aplicação de penas cruéis, o que impede a adoção de mutilações como sanção criminal.

Em 2025, o Congresso Nacional aprovou e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.181, que endureceu as penas para furtos de cabos e equipamentos de energia, telefonia e transmissão de dados. A legislação ampliou as punições para esse tipo de crime, podendo chegar a 15 anos de reclusão em determinadas circunstâncias.

A manifestação do prefeito ocorreu em meio a reclamações sobre a recorrência de furtos de fiação em espaços públicos e religiosos da Capital, que provocam prejuízos à infraestrutura e à prestação de serviços.

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