A ampliação do acesso à assistência ginecológica e aos exames especializados para mulheres privadas de liberdade está entre as ações desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) em Mato Grosso. Por meio do Projeto Mãos Amigas, a Sejus contabilizou, até outubro de 2026, 1.364 consultas ginecológicas, além de atendimentos de pré-natal, exames e encaminhamentos que contribuem para a prevenção de doenças e a identificação precoce de alterações de saúde.
As iniciativas integram a política de promoção, prevenção e assistência integral à saúde das mulheres custodiadas e ganham destaque no período da campanha Outubro Rosa, que reforça a importância da prevenção e do rastreamento dos cânceres de mama e do colo do útero.
Desenvolvido pela Sejus, por meio da Superintendência de Política Penitenciária e da Coordenadoria de Saúde Penitenciária, o Projeto Mãos Amigas foi iniciado em maio de 2024 e atende mulheres em sete unidades prisionais femininas do Estado.
Do total de consultas ginecológicas realizadas em 2026, 784 foram por teleatendimento e 580 presenciais. O balanço também reúne 38 consultas de pré-natal, sendo 28 de gestantes classificadas como de baixo risco e 10 de alto risco.
Na área de exames e procedimentos, foram registrados 226 exames citopatológicos do colo do útero, 539 prescrições de medicamentos, 329 solicitações de ultrassonografia, 86 de mamografia, 272 de exames laboratoriais e 65 outros encaminhamentos.
Como parte das ações presenciais do mês de outubro, a Cadeia Pública de Colíder recebeu, no dia 26, a visita de uma médica ginecologista. Na ocasião, foram realizadas 32 consultas e coletas para exames citopatológicos do colo do útero, procedimento conhecido como preventivo.
Exames especializados em Rondonópolis
A ampliação da assistência também contou com a participação da Unidade Móvel de Atendimento Especializado (UMAE Mulher), que esteve na Cadeia Pública Feminina de Rondonópolis no dia 23 de outubro, por meio do programa do Governo Federal Agora Tem Especialistas.
A iniciativa beneficiou 67 mulheres privadas de liberdade, com a realização de 113 exames em um único dia. Foram realizadas 52 ultrassonografias transvaginais, 37 ultrassonografias mamárias, 21 mamografias e três ultrassonografias pélvicas. Sete mulheres realizaram três tipos diferentes de exames no mesmo dia, ampliando as possibilidades de avaliação clínica e investigação diagnóstica.
A oferta dos procedimentos especializados contribui para reduzir barreiras de acesso aos serviços de saúde e facilitar a avaliação de possíveis alterações, além de subsidiar encaminhamentos e acompanhamento conforme as necessidades identificadas.
Assistência integral e garantia de direitos
Para a superintendente de Política Penitenciária, Sibeli Roika, assegurar a assistência à saúde das mulheres privadas de liberdade representa um compromisso institucional com a dignidade humana e a garantia de direitos.
“Assegurar a assistência à saúde das mulheres privadas de liberdade é reafirmar o compromisso institucional com a dignidade da pessoa humana, a garantia de direitos e a promoção de um atendimento humanizado e integral. As ações desenvolvidas nas unidades penais femininas representam um avanço na ampliação do acesso à informação, à prevenção e aos cuidados especializados. Nosso compromisso é garantir que cada mulher custodiada seja acolhida, orientada e tenha acesso aos serviços de saúde necessários, com respeito, responsabilidade e dignidade”, destacou.
O desenvolvimento das ações envolve a atuação integrada da Coordenadoria de Saúde Penitenciária, da Superintendência de Política Penitenciária, dos serviços municipais de saúde e dos profissionais das equipes prisionais e dos municípios participantes.
A organização dos atendimentos também conta com o apoio das direções das cadeias públicas femininas, dos servidores responsáveis pela logística e segurança dos deslocamentos para atendimentos externos e dos profissionais de saúde envolvidos nas ações da unidade móvel.
A continuidade da assistência, com avaliação dos resultados dos exames, encaminhamentos e acompanhamento clínico, é fundamental para garantir que as mulheres atendidas tenham acesso aos cuidados necessários.
Fonte: Governo MT – MT