Os preços médios dos combustíveis voltaram a subir em abril nos postos de todo o país, segundo dados do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O destaque ficou com o diesel, que manteve a liderança nas maiores altas do mês.
O aumento ocorre após a forte escalada observada em março e reflete tanto a instabilidade no mercado internacional de petróleo, em meio ao conflito no Oriente Médio, quanto ajustes de oferta no mercado interno.
Diesel puxa alta mensal
Na comparação com março, o diesel comum subiu 6,2%, a maior variação entre os combustíveis monitorados, seguido pelo diesel S-10, com avanço de 5,3%. Também registraram elevação:
Gasolina comum: +3,0%
Gasolina aditivada: +2,8%
GNV: +1,2%
Etanol hidratado: +0,4%
Os preços médios nacionais em abril ficaram em:
Diesel S-10: R$ 7,504
Diesel comum: R$ 7,428
Gasolina aditivada: R$ 6,979
Gasolina comum: R$ 6,836
Etanol hidratado: R$ 4,768
GNV: R$ 4,572
Alta perde força, mas diesel segue pressionado
Apesar da elevação no fechamento mensal, os dados semanais mostram perda de fôlego nos preços ao longo de abril. O diesel S-10 atingiu o pico em R$ 7,62 por litro na última semana de março, enquanto o etanol chegou a R$ 4,80 e a gasolina comum atingiu o máximo de R$ 6,70 na primeira semana de abril. Depois desses picos, os três combustíveis mais consumidos do país apresentaram leve acomodação.
Acumulado do ano mostra diesel em alta
No acumulado de 2026 até abril, o diesel mantém as maiores altas:
Diesel S-10: +21,4%
Diesel comum: +21,3%
Gasolina comum: +8,9%
Gasolina aditivada: +8,6%
Etanol hidratado: +6,5%
GNV: -1,6%
Segundo o Monitor, abril foi marcado por uma combinação de alívio parcial na oferta e pressões acumuladas ao consumidor. O reforço da Petrobras na oferta de diesel S-10 e gasolina, além de medidas federais de subvenção e alívio tributário, ajudou a conter novos aumentos, mas repasses anteriores ainda influenciaram as médias mensais.
Alta se espalha entre os combustíveis
A pressão de custos não ficou restrita ao diesel. As gasolinas comum e aditivada também subiram, indicando uma disseminação da alta entre derivados do petróleo. O etanol teve variação mais moderada, ganhando competitividade em alguns mercados, enquanto o GNV registrou comportamento misto: alta no mês, mas queda no acumulado do ano e nos últimos 12 meses.