AGRICULTURA

Programa Irriga+RS apresenta fase 3 em seminário realizado em São Marcos

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A fase 3 do Programa Irriga+RS foi apresentada nesta quinta-feira (28), durante o Seminário de Irrigação realizado em São Marcos, na Serra gaúcha. O encontro reuniu produtores rurais, técnicos, estudantes e autoridades para discutir a política pública de apoio à irrigação e os resultados já observados em áreas atendidas. Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a etapa atual dispõe de R$ 10 milhões para subvenção.

De acordo com a Seapi, o programa prevê subvenção direta de 20% sobre o valor do projeto, limitada a R$ 150 mil por produtor. O apoio pode ser usado em sistemas por aspersão, como pivô, carretel e aspersão simples, em irrigação localizada por gotejamento ou microaspersão, em irrigação por sulco e também em estruturas de reservação de água, como açudes.

Durante o seminário, o subsecretário de Irrigação da Seapi, Márcio Amaral, informou que a fase 3 já contabiliza 217 manifestações de interesse e 135 projetos em análise. Segundo ele, a adesão e o envio de documentos passaram a ser feitos pelo portal irrigamais.agricultura.rs.gov.br, acessível por celular ou computador. O pagamento ao produtor ocorre após a apresentação das notas fiscais no sistema.

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A secretaria também informou que, desde 2003, o Rio Grande do Sul enfrentou sete grandes estiagens. Nas fases 1 e 2 do Irriga+RS, foram registrados R$ 450 milhões em investimentos em 1.297 projetos, com potencial de R$ 61 milhões em subvenção e alcance de 24 mil hectares irrigados em culturas como milho, soja, pastagens, olericultura e fruticultura.

No evento, palestras e relatos de produtores apontaram ganhos de produtividade em áreas irrigadas. Em um dos exemplos citados pela Seapi, uma área de soja em Bagé passou de 50 para 80 sacas por área irrigada com pivô. Também foram apresentados casos em pêssego e videira com uso de gotejamento, em propriedades de São Marcos e Garibaldi.

Os dados apresentados no seminário reforçam a irrigação como ferramenta de estabilidade produtiva em regiões sujeitas a déficit hídrico. O alcance da fase 3, porém, dependerá da execução dos projetos em análise e da adesão dos produtores dentro das regras operacionais do programa.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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