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Operação Carbono Oculto identifica 6 fintechs sob suspeita de ligação com crime organizado

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (28) que a nova fase da Operação Carbono Oculto identificou seis fintechs com envolvimento com o crime organizado. De acordo com ele, as empresas movimentaram R$ 26 bilhões nos últimos anos e passaram a ser alvo de investigação após informações recebidas pela Receita Federal em meados de 2025. A operação foi deflagrada em cinco estados, com quase 60 mandados de busca.

Ao comentar a segunda fase da operação, Durigan disse que a movimentação financeira nas seis fintechs acendeu alerta nos órgãos de inteligência. Segundo o ministro, a apuração levou à execução de mandados e outras providências judiciais nesta quinta-feira (28).

Durigan afirmou ainda que a Receita Federal identificou o uso de criptoativos para fins de lavagem de dinheiro. A declaração indica que a nova etapa da investigação passou a incorporar o rastreamento de operações digitais e estruturas financeiras usadas para ocultar recursos.

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De acordo com o ministro, o trabalho faz parte de uma estratégia de combate ao que chamou de “andar de cima” do crime organizado. No material disponível até o momento, não foram informados os nomes das fintechs investigadas, os estados alcançados pela operação, os combustíveis envolvidos nem o período exato em que os R$ 26 bilhões foram movimentados.

Também não foram detalhados, até a publicação desta matéria, eventuais efeitos sobre distribuição de combustíveis, abastecimento ou preços. Esses pontos são relevantes para cadeias produtivas dependentes de diesel, frete e energia, mas ainda não há informação oficial suficiente para estabelecer impacto prático imediato.

A Operação Carbono Oculto passa a ser acompanhada também pelo mercado por envolver fluxo financeiro elevado, fiscalização tributária e possível uso de criptoativos em esquemas de lavagem.

O avanço da investigação depende da divulgação de novos dados oficiais sobre as empresas, os vínculos operacionais e a dimensão setorial do caso. Sem essas informações, não é possível apontar, de forma técnica, desdobramentos sobre abastecimento, preços ou custos para cadeias econômicas dependentes de combustíveis.

Fonte: Estadão Conteúdo

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