SAÚDE

Ministério da Saúde moderniza tratamento e incorpora novo medicamento no SUS para hemoglobinúria paroxística noturna

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O Ministério da Saúde modernizou o tratamento de pessoas com hemoglobinúria paroxística noturna (HPN) e incorporou, nesta quinta-feira (29), um novo medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS): a iptacopana. A tecnologia atua como inibidor do fator B em pacientes adultos que, mesmo após o tratamento com inibidores de C5, permanecem com anemia. Ao todo, cerca de 600 pacientes recebem tratamento no sistema público para a doença.

A iptacopana passa a integrar a segunda linha de tratamento da doença, ampliando as opções terapêuticas disponíveis e proporcionando mais comodidade aos pacientes, já que pode ser administrada duas vezes ao dia, em casa. O medicamento também contribui para o aumento dos níveis de hemoglobina no sangue e para a redução da necessidade de transfusões, além de melhorar sintomas como o cansaço e reduzir complicações associadas à doença.

“A incorporação desse medicamento ao SUS amplia o acesso a um tratamento inovador e qualificado para as pessoas que vivem com HPN. A medida reafirma o compromisso do Ministério da Saúde com a inovação e com a oferta de cuidados cada vez mais adequados às necessidades dos pacientes, proporcionando também mais comodidade no cuidado e contribuindo para a adesão à terapia”, disse a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri.

A demanda para a oferta no SUS foi analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou as evidências científicas disponíveis, além de aspectos como eficácia, efetividade, segurança, custo-efetividade e impacto orçamentário. A ação é resultado de uma avaliação conjunta das diferentes opções terapêuticas disponíveis no mercado para a doença, que teve como objetivo inovar, ampliar e garantir a sustentabilidade da assistência na rede pública de saúde.

O SUS já oferta o eculizumabe como tratamento de primeira linha para a mesma indicação clínica. A estratégia assegura a continuidade da assistência aos pacientes e amplia as alternativas terapêuticas para aqueles que não apresentam resposta satisfatória ao tratamento inicial.

A hemoglobinúria paroxística noturna (HPN) é uma doença rara e grave do sangue que provoca a destruição das hemácias pelo sistema de defesa, podendo causar anemia, fadiga e outras complicações.

Cuidado no SUS

O SUS oferece assistência integral aos pacientes com hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), por meio de equipes multiprofissionais qualificadas. O Governo do Brasil investe, anualmente, R$ 1,25 milhão por paciente no tratamento com eculizumabe. Além da terapia medicamentosa, podem ser realizadas transfusões sanguíneas, transplante de medula óssea, suplementação de ferro e administração de anticoagulantes, conforme o quadro clínico de cada paciente.

Taís Nascimento
Ministério da Saúde

 

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