
O governo federal oficializou o bloqueio de R$ 1,7 bilhão do programa de subvenção ao prêmio do seguro rural, representando um corte de 45,7% na verba destinada à proteção das lavouras do país. Com isso, restaram apenas cerca de R$ 548 milhões para subsidiar as apólices, tornando o seguro agrícola o principal alvo de ajuste fiscal no Ministério da Agricultura.
Incoerência nas ações do governo
Na opinião do comentarista Miguel Daúde, essa decisão expõe uma contradição, uma vez que, enquanto o governo retira apoio ao seguro rural, o Senado debate o socorro às dívidas de produtores rurais afetados por secas e enchentes. Segundo Daúde, as consequências das dívidas provenientes das perdas climáticas podem custar ao governo até quatro vezes mais do que o valor solicitado pelo agronegócio.
Bloqueio versus contingenciamento
Daúde destaca a diferença entre bloqueio e contingenciamento. O bloqueio implica que o recurso não retornará, enquanto o contingenciamento pode ser revertido. Ele alerta que, com o bloqueio, a verba destinada ao seguro rural, que segue o calendário fiscal de 2026, pode não ser recuperada.
Expectativas em relação à renegociação de dívidas
O comentarista expressa preocupação com as promessas do Senado em relação à renegociação das dívidas, afirmando que o que está sendo prometido provavelmente não será cumprido. Ele menciona que o governo destinará recursos do fundo social do pré-sal para outras áreas, como habitação e educação, em vez de atender às necessidades dos produtores rurais.
Desafios enfrentados pelos produtores rurais
Com a diminuição da verba do seguro rural, estados como Paraná e Rio Grande do Sul enfrentam dificuldades. O Paraná, por exemplo, viu uma redução significativa no número de apólices, enquanto o Rio Grande do Sul lida com as consequências de catástrofes climáticas. Daúde conclui que a falta de soluções para o seguro rural reflete a falta de vontade do governo em apoiar a agropecuária brasileira.
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