Logo cedo, a movimentação é intensa. Visitantes chegam a todo momento para ver de perto tudo o que o agro proporciona: a grandiosidade das máquinas, caminhões, diversão e muito conhecimento.
“Sinceramente, não imaginei que fosse assim. Achei que fosse uma coisa menor. Isso aqui é coisa de primeiro mundo, digamos. O agro é tudo, né? O agro para nós é tudo!”, afirma a servidora pública Eliana Albuquerque.
O evento que está na vigésima edição, funciona como vitrine não só para máquinas e equipamentos, mas também faz a integração e valorização da pesquisa a favor do campo. Entender ao máximo o ambiente tem sido o investimento de muitas empresas do setor.
“A agricultura é dinâmica, né? O que ocorre em um ano às vezes muda em função de clima, em função de genética, e a gente precisa estar acompanhando isso daí”, explica o gerente técnico da Galvani Fertilizantes, Henrique Maluf.
Ele detalha a importância dessa relação: “Uma empresa de fertilizantes precisa estar ligada aos materiais genéticos que vão sendo lançados, ao nível de exigência que esses materiais têm, para a gente levantar esses dados e transferir isso daí em pesquisa”.
Nesse sentido, instituições criadas por produtores rurais do oeste baiano estão há anos fomentando pesquisas para melhorar os resultados porteira adentro. É o caso da Fundação Bahia, que apresentou um novo posicionamento na feira.
“Essa inovação que nós estamos fazendo dentro da Fundação Bahia, o objetivo é trazer uma pesquisa com qualidade e no tempo hábil do produtor tomar a sua decisão”, aponta Jarbas Bergamaschi, presidente da Fundação Bahia.
“A gente vai trazer tecnologia para os nossos pesquisadores com sistemas que a pesquisa vai começar do começo do plantio até a colheita. E a colheita, quando terminar de colher, o nosso pesquisador já vai ter o resultado. Então, porque antigamente era um pouquinho diferente”.
A união de esforços é apontada pelas lideranças do setor como o caminho indispensável para o desenvolvimento sustentável da atividade agrícola.
“Com certeza, ter a ciência caminhando lado a lado junto com os produtores é fundamental”, ressalta Carminha Missio, vice-presidente do Sistema Faeb/Senar.
“Nós temos que ter, sim, o alinhamento e caminharmos juntos lado a lado para que saibamos como garantir a sustentabilidade alimentar no futuro”.
Esse compromisso com os resultados práticos e a preservação dos recursos naturais é o que chancela o papel estratégico da ciência aplicada.
“A pesquisa ela é realmente de grande importância para trazer essa virada de chave para a sustentabilidade. O produtor vai conseguir produzir com eficiência não só agronômica, mas também com sustentabilidade”, conclui o fitopatologista da Embrapa Algodão, Fabiano Perina.
Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.