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Copa do Mundo deve elevar preços da arroba do boi gordo e do atacado em junho

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Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O mercado físico do boi gordo registrou negócios mais aquecidos em maio, com o foco na Copa do Mundo na aposta dos frigoríficos por uma demanda interna mais firme.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, houve destaque também, ao longo do mês, para o bom volume de carne bovina direcionado aos Estados Unidos, país sede do evento esportivo.

“Os preços da arroba do boi gordo, contudo, se mostraram de estáveis a mais baixos na maior parte das praças de comercialização do Brasil ao longo de maio, em meio a um quadro de melhor disponibilidade de oferta”, esclarece.

De acordo com Iglesias, a exceção ficou por conta do Pará e de Rondônia, onde os preços da arroba subiram diante da maior retenção de oferta por parte dos pecuaristas, em meio às condições favoráveis das pastagens.

Ao longo do mês, Iglesias sinaliza que o setor monitorou os embarques direcionados à China, em meio à expectativa de que possa haver um esgotamento da cota direcionada ao Brasil entre os meses de junho e julho.

“Não houve, por enquanto, grandes avanços em torno do pedido feito pelo Brasil para uma ampliação das cotas na missão encerrada na última semana no país asiático”, sinaliza.

Variação da arroba do boi em um mês

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 29 de maio em comparação ao fechamento de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 355, inalterado frente ao final do mês passado
  • Goiás (Goiânia): R$ 330, queda de 2,94% ante aos R$ 340 registrados no término do mês anterior
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325, baixa de 4,41% perante os R$ 340 praticados no fechamento do mês passado
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350, sem mudanças
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 355, recuo de 1,39% frente aos R$ 360 registrados no fechamento do mês passado
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335, avanço de 1,52% perante os R$ 330 praticados no término de abril

Mercado atacadista

No mercado atacadista, Iglesias ressalta que os preços sinalizaram queda ao longo de maio, em meio à maior competitividade de proteínas concorrentes como a carne de frango e a suína.

A aposta do mercado é de que possa haver uma melhora dos preços durante a primeira quinzena de junho por conta, justamente, da Copa do Mundo, período que amplia a expectativa de demanda para a carne bovina.

  • Quarto do dianteiro: precificado a R$ 21,50 por quilo, recuo de 8,51% frente aos R$ 23,50 praticados no final de abril;
  • Cortes do traseiro do boi: cotados a R$ 27,00 por quilo, queda de 5,26% ante aos R$ 28,50 registrados no final do mês anterior.

Exportações de carne bovina

Foto: Divulgação Iagro

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,321 bilhão em maio até o momento (15 dias úteis), com média diária de US$ 88,072 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 203,480 mil toneladas, com média diária de 13,565 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.492,40.

Em relação a maio de 2025, houve alta de 63,1% no valor médio diário da exportação, ganho de 30,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,8% no preço médio.

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