O Agroleite 2026 chega com uma estrutura ampliada e R$ 11 milhões em novos investimentos para fortalecer o Parque Tecnológico da Castrolanda, em Castro (PR). A feira, considerada uma das principais do setor leiteiro da América Latina, será realizada entre os dias 3 e 7 de agosto e volta a contar com cinco dias de programação.
Segundo o gerente do Agroleite, Gustavo Viganó, os recursos foram destinados à expansão da infraestrutura do parque e à atração de novas empresas para o ecossistema da feira.
“Esse ano, a gente traz novamente investimentos robustos para dentro do parque tecnológico, cerca de R$ 11 milhões, focados também em atrair novas empresas para dentro do parque. Essas empresas passam a fazer parte agora desse ecossistema”, afirmou, em entrevista ao Canal Rural.
Além da ampliação do parque, a organização reformulou a arena de palestras para receber uma programação técnica mais extensa.
“Ampliamos também os investimentos na nossa arena de palestras, um espaço todo remodelado para abarcar toda essa programação robusta e técnica que tem o evento. Também seguimos investindo nos visitantes e expositores, trazendo mais comodidade e conforto”, destacou Viganó.
Evento volta a ter cinco dias
Outra novidade desta edição é o retorno do formato de cinco dias. A programação ocorrerá de segunda a sexta-feira, entre 3 e 7 de agosto, permitindo que visitantes de diferentes regiões do Brasil e da América do Sul tenham mais tempo para participar da feira.
Entre os destaques previstos estão as comemorações pelos 75 anos da Castrolanda, cooperativa idealizadora do evento, além de palestras técnicas, lançamento de produtos por empresas expositoras e o tradicional julgamento de animais.
“Vamos ter muitos painelistas especiais de todo o Brasil, trazendo conhecimento. Também haverá lançamento de produtos pelos nossos fornecedores e um julgamento novamente de alto nível, com genética muito avançada da nossa região”, disse o gerente.
Feira acompanha evolução da cadeia do leite
O presidente da Castrolanda, Willem Baumgartner, lembrou que o Agroleite nasceu a partir das exposições de animais promovidas pela cooperativa, mas evoluiu para atender às necessidades de toda a cadeia produtiva do leite.
Segundo ele, o avanço tecnológico da atividade exigiu que a feira incorporasse temas como inovação, gestão e eficiência produtiva.
“A cadeia do leite é muito mais complexa. Ela precisa de muita informação, muita tecnologia e também muita inovação para que possamos buscar eficiência, melhorar a produção e manter a competitividade”, afirmou.
Hoje, segundo Baumgartner, o evento reúne empresas e tecnologias voltadas para genética animal, bem-estar, nutrição, ordenha, máquinas agrícolas e demais segmentos ligados à produção leiteira.
Mensagem é de preparo para a retomada
Questionado sobre o momento de dificuldades enfrentado pelos produtores, marcado por restrição de crédito, endividamento e aumento da inadimplência no campo, o presidente da Castrolanda reconheceu os desafios, mas defendeu que os pecuaristas aproveitem o Agroleite para se preparar para um cenário mais favorável.
“Estamos muito cientes de que passamos por um momento desafiador, mas nada é tão ruim que dure para sempre. Com certeza teremos momentos melhores novamente na pecuária de leite, e precisamos estar preparados para surfar essa onda”, afirmou.
Para Baumgartner, conhecer novas tecnologias e ferramentas durante a feira permitirá que os produtores estejam mais preparados para investir quando as condições do mercado melhorarem.
“O produtor precisa estar atualizado na tecnologia que usa, nos equipamentos e nas ferramentas para saber o que comprar e como melhorar os processos dentro da propriedade quando esse período melhorar”, concluiu.