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Siavs 2026 abre com foco na expansão dos mercados e na força da proteína animal brasileira

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Foto: Canal Rural

O Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs) 2026 abriu as portas em São Paulo confirmando a importância do Brasil no cenário mundial da produção de alimentos. A edição deste ano espera receber mais de 31 mil visitantes, representantes de 60 países e conta com a maior área de exposição da história do evento.

A cerimônia de abertura reuniu autoridades, parlamentares, lideranças do agronegócio e representantes da cadeia produtiva.

Entre os presentes estavam o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, os governadores de Mato Grosso do Sul e de Santa Catarina, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion e dirigentes do setor.

A programação começou destacando a importância da proteína animal brasileira para o abastecimento dos mercados e para a competitividade do agronegócio nacional.

Ao abrir o evento, o ministro André de Paula atribuiu o desempenho brasileiro no comércio internacional à qualidade da produção e ao trabalho da defesa sanitária. Ao comentar a posição do Brasil diante de mercados como a União Europeia, ele afirmou que a credibilidade construída pelo país é resultado de um trabalho contínuo.

“Nós temos uma defesa sanitária que contribui de forma direta para a credibilidade que o Brasil atingiu. Ninguém exporta para 180 países e territórios. Ninguém abre 664 mercados se não tiver o que oferecer com boa qualidade e competitividade”, destacou o ministro.

Evento cresce e amplia espaço na cadeia

Na abertura oficial, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, destacou o crescimento do Siavs e o fortalecimento do evento como ponto de encontro da cadeia global de proteínas animais.

Segundo Santin, a feira cresceu mais de 65% nesta edição, reúne representantes de mais de 60 países, ocupa 45 mil metros quadrados e recebe cerca de 3.200 produtores, além de empresários e compradores internacionais.

Para ele, o evento também ampliou sua abrangência ao integrar os segmentos de aves, suínos, bovinos, lácteos e peixes, além de apresentar espaços dedicados à inovação, biosseguridade, sustentabilidade e startups.

“Ela é o ponto de encontro da proteína animal no mundo. Estamos muito felizes em ver uma feira cheia, com empresas já pedindo mais espaço para a próxima edição, consolidando o Brasil no calendário mundial de feiras e exposições”, afirmou.

Mercado de ovos amplia oportunidades

Além da solenidade de abertura, o primeiro dia teve como um dos destaques os debates sobre o mercado de ovos. Dados da ABPA mostram que, em 2025, 98,58% da produção foi destinada ao mercado interno, enquanto 1,42% seguiu para exportação. Os principais destinos foram Estados Unidos, Japão, Chile, México e Emirados Árabes Unidos.

Para 2026, a expectativa é de uma produção superior a 60 bilhões de ovos. Segundo o especialista Luis Rua, a abertura de novos mercados é uma das prioridades do setor e representa novas oportunidades para produtores e exportadores.

“O Brasil deve produzir acima de 60 bilhões de ovos. Trabalhamos na abertura de novos mercados, inclusive a União Europeia. Isso cria mais oportunidades para o produtor, diversifica os mercados e fortalece toda a cadeia produtiva”, afirmou.

Rua também destacou que a União Europeia passou a integrar a lista de mercados abertos para os ovos brasileiros e disse esperar que governo e setor privado avancem nas discussões para garantir a continuidade das exportações para o bloco.

Com corredores movimentados, presença de compradores internacionais e uma programação voltada à inovação, aos negócios e ao comércio exterior, o primeiro dia do Siavs 2026 reforçou o protagonismo do Brasil na proteína animal e deu início a uma agenda de debates que continuará nos próximos dias, reunindo produtores, empresas e especialistas para discutir os desafios e as oportunidades do setor.

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