Após se entregar no 1º Batalhão da Polícia Militar, o soldado Raylton Duarte Mourão foi conduzido, na manhã desta segunda-feira (22), à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde teve o mandado de prisão temporária cumprido. De forma preliminar, ele confessou participação no homicídio da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, ocorrido no último dia 11, em Várzea Grande. A esposa do militar continua foragida.
Segundo o delegado Edison Pick, o policial assumiu “a parte dele” no crime, mas evitou detalhar a motivação, já que as investigações estão em andamento. Uma coletiva de imprensa deve ser convocada para esclarecer pontos centrais do caso.
Conforme a apuração, Raylton estava na garupa da motocicleta usada no assassinato e teria sido o responsável pelos disparos que atingiram o rosto da vítima. A arma do crime ainda não foi localizada, e o piloto da moto segue sendo procurado. “As investigações continuam. Temos diligências em andamento e o piloto da motocicleta precisa ser capturado”, afirmou o delegado.
O crime
Rozeli, profissional da área de educação física, foi morta a tiros na manhã de 11 de setembro, quando saía de casa para trabalhar, no bairro Canelas, em Várzea Grande. A dupla em uma motocicleta emparelhou com o carro da vítima e efetuou os disparos. Ela morreu no local.
No dia 13, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do PM, onde foram encontradas munições, eletrônicos, calçados e até luvas. O casal não estava no local e passou a ser considerado foragido.
Um dia depois, a Justiça decretou a prisão temporária de 30 dias contra Raylton e sua esposa.
Ação judicial
Antes de ser assassinada, Rozeli movia uma ação na Justiça pedindo R$ 24,6 mil de indenização por danos materiais e morais contra uma empresa de caminhão-pipa em nome do policial militar. O processo estava relacionado a um acidente de trânsito registrado em março deste ano, na Avenida Filinto Muller, em Várzea Grande.