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Mpox: Ministério da Saúde garante 25 mil doses de vacina após negociação internacional

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O Ministério da Saúde garantiu a aquisição de 25 mil doses da vacina contra a mpox, após negociações com o laboratório dinamarquês fabricante do imunizante para vender a quantidade máxima de doses ao Brasil. Por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a pasta conseguiu ampliar em 5 mil doses a oferta inicial de 20 mil, com previsão de entrega nas próximas três semanas. As novas doses reforçarão o estoque estratégico nacional, que já abasteceu nove unidades da Federação com 3.650 doses, como Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. 

Atualmente, há escassez da vacina no mercado mundial, já que ela é produzida por um único laboratório, localizado na Dinamarca e pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cuja capacidade de produção é limitada. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde também emitiu, nesta semana, uma nota técnica que orienta estados e municípios a adotarem a aplicação intradérmica da vacina. A estratégia, já utilizada na Europa, permite ampliar em até cinco vezes o número de pessoas vacinadas com uma dose do imunizante, em grupos específicos. 

Além disso, o imunizante exige cuidados específicos de logística, armazenamento e manejo por parte das secretarias estaduais e municipais de saúde. A vacina precisa ser mantida congelada a –20 °C e, após o descongelamento, as doses devem ser aplicadas em até quatro semanas. Por isso, os estados solicitam novas doses ao Ministério da Saúde à medida que seus estoques diminuem.

Dados epidemiológicos – A mpox não é uma doença nova no Brasil. O primeiro caso foi registrado em 2022, ano em que o país enfrentou um surto da doença. Desde então, o SUS mantém uma rede de diagnóstico, tratamento e monitoramento dos casos em todo o território nacional. 

No momento, o aumento de casos está concentrado nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará, além do Distrito Federal. Em 2026, até 6 de novembro, o Brasil confirmou 832 casos de mpox e registrou um óbito. Esses números são, respectivamente, 92,1% e 92,9% inferiores aos registrados em 2022, quando o país contabilizou 10,5 mil casos e 14 mortes. 

As internações pela doença também apresentaram redução, passando de 254 em 2022 para 54 em 2026, queda de 78,7%. Em comparação com 2025, quando foram registrados cerca de mil casos, dois óbitos e 58 internações, o cenário de 2026 também indica redução de 16,8% nos casos e de 6,9% nas internações.  

Transmissão e prevenção – A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com pessoas infectadas, e os casos se concentram, sobretudo, em grandes centros urbanos. Os principais sintomas são lesões na pele (erupções cutâneas), febre, ínguas, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza.  

A vacinação não substitui as medidas de prevenção e os cuidados para evitar a transmissão do vírus. É importante evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença, higienizar as mãos, lavar roupas, toalhas e lençóis e limpar superfícies e objetos de uso frequente. Quem teve contato próximo com uma pessoa infectada deve procurar um serviço de saúde para receber orientações. 

Vacinação – Conforme as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o SUS não realiza vacinação em massa contra a mpox. A vacinação é recomendada para grupos específicos, com maior risco de desenvolver formas graves da doença. São elas: pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA), a partir dos 18 anos, com contagem de linfócitos T-CD4 inferior a 100 células/mm³; pessoas com contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³; usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP); profissionais de laboratório que manipulam amostras de mpox; e pessoas vivendo com HIV/aids, independentemente da contagem de CD4. O CD4 é um tipo de célula de defesa do organismo que é atacada e destruída pelo HIV.  

Pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados de mpox também podem ser vacinadas, após avaliação da vigilância em saúde. O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de 28 dias entre elas. Atenção! A vacinação não é realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), mas nos Centros de Referência de Imunização. 

Mpox: saiba como a doença é transmitida, quais são os sintomas, como se prevenir, quem pode se vacinar e esclareça outras dúvidas no FAQ do Ministério da Saúde.

Ministério da Saúde

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