O mercado físico do boi gordo ainda se depara com negociações abaixo da referência média, com as escalas de abate evoluindo em diversos estados brasileiros.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a indústria frigorífica segue ajustando as estratégias em torno dos abates, avaliando o esgotamento precoce das cotas chinesas.
“Diante desse cenário, o aumento da capacidade ociosa se mostra necessário diante pela perspectiva de ausência parcial e temporária das exportações com destino ao principal mercado importador brasileiro.”
Iglesias ressalta que no mercado doméstico, também se evidencia enfraquecimento dos preços, com importante recuo das cotações.
São Paulo: R$ 340,33 — ontem: R$ 341,00
Goiás: R$ 319,93 — ontem: R$ 320,18
Minas Gerais: R$ 320,17 — ontem: R$ 320,18
Mato Grosso do Sul: R$ 331,59 — ontem: R$ 333,64
Mato Grosso: R$ 337,57 — ontem: R$ 338,11
Mercado atacadista
O mercado atacadista apresenta queda em seus preços no decorrer da quinta-feira. De acordo com o analista de Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere por um mercado enfraquecido mesmo em plena Copa do Mundo, considerando uma segunda quinzena de fraca reposição entre atacado e varejo.
“Na primeira quinzena de julho aumenta a propensão a reajustes, com a entrada dos salários na economia. A carne bovina segue pouco competitiva em comparação às proteínas concorrentes”, assinalou Iglesias.
Quarto traseiro: R$ 25,50 por quilo, queda de R$ 1,50
Ponta de agulha: R$ 19,00 por quilo, redução de R$ 1,00
Quarto dianteiro: R$ 21,00 por quilo, estável
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,37%, sendo negociado a R$ 5,1805 para venda e a R$ 5,1785 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1665 e a máxima de R$ 5,2185.