O candidato a prefeito Lúdio Cabral (PT) voltou a defender que a campanha eleitoral em Cuiabá deve ser pautada pelos problemas da cidade a serem resolvidos pela próxima gestão.
A declaração do candidato foi feita em resposta ao seu adversário Abílio Brunini (PL), que afirmou que “cristão que apoia Lúdio não é cristão”. A fala foi rechaçada pelo petista.
“Cuiabá vai precisar de um prefeito agregador, que tenha capacidade de diálogo, sensato, que tenha equilíbrio emocional, que tenha força política para buscar a união necessária para superar os problemas que a cidade tem. Nós precisamos debater os problemas, dizer o que precisa ser feito, apresentar nossas propostas e, principalmente, dizer como iremos fazer e com que recursos”, disse em entrevista à Rádio Centro América FM, na segunda-feira (14).
Lúdio ainda lembrou que há graves problemas na cidade, como a desorganização da saúde, a crise financeira, entre outras, que precisam de soluções a serem debatidas nesta campanha eleitoral.
O candidato citou a obra do Contorno Norte, conhecida como Rodoanel, com investimentos de mais de R$ 600 milhões, em parceria entre o governo federal e o governo do Estado.
Na semana passada, Lúdio se reuniu com ministros do governo federal em Brasília para discutir os projetos de prolongamento de avenidas que serão conectadas ao Rodoanel.
O petista ainda fez críticas à tentativa de Abílio de tratar a eleição como uma guerra ideológica e defendeu que o segundo turno precisa ser uma eleição pautada em Cuiabá.
“São esses os problemas e a solução para esses problemas que nós temos que debater nessa campanha. É uma eleição da cidade. Essa eleição não pode, de forma alguma, ser uma eleição ideológica, de debate entre esquerda e extrema-direita. Tem que ser uma eleição sobre os problemas da cidade. Não pode ser uma eleição de divisão das pessoas. A divisão pelo critério ideológico é muito ruim porque nós vamos precisar, durante quatro anos, de união. […] E eu terei que honrar os votos de quem é do PT, de quem gosta do PT e de quem não gosta do PT, e realizar um governo de união centrado dos problemas da cidade. Esta eleição não é ideológica”, destacou Lúdio.