
Os juros futuros fecharam esta segunda-feira (3) em baixa, em meio à melhora do apetite ao risco no exterior e à repercussão de pesquisa eleitoral no mercado doméstico. O movimento foi acompanhado pelo recuo do petróleo e pela queda das taxas longas dos Treasuries nos Estados Unidos, enquanto os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) passaram a embutir novas apostas para a trajetória da Selic.
No fechamento, a taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 13,805%, ante 13,795% no ajuste de sexta-feira. O contrato para janeiro de 2028 caiu de 13,860% para 13,810%. O DI para janeiro de 2029 recuou de 14,096% para 13,980%, e o vencimento para janeiro de 2031 passou de 14,382% para 14,190%.
O principal vetor para o recuo veio do petróleo. O Brent caiu em torno de 5% e encerrou o dia a US$ 83,77, afastando-se de US$ 90. O movimento ocorreu com otimismo em torno da retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, após o presidente norte-americano, Donald Trump, desistir de atacar o país persa.
Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural
Para o economista da Meraki Capital, Rafael Ihara, a queda da curva brasileira refletiu o alívio vindo do exterior e também a leitura do mercado sobre a pesquisa Nexus BTG. Já o economista-chefe da Ativa, Étore Sanchez, avaliou que, embora os juros longos tenham cedido, o nível ainda segue elevado, com o DI de janeiro de 2031 acima de 14%.
No cenário doméstico, a pesquisa BTG/Nexus mostrou empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). No segundo turno, Flávio marcou 45% e Lula, 46%. No primeiro turno, Flávio apareceu com 37%, ante 33% no levantamento de 27 de julho, enquanto Lula foi de 42% para 41%.
Em entrevista à Rede Bandeirantes, no domingo (2), Flávio Bolsonaro afirmou que seu governo teria uma regra fiscal com gatilho para corte de despesas quando a relação dívida/PIB atingisse determinado patamar.
Na precificação para a próxima decisão de política monetária, os DIs apontavam 98% de probabilidade de corte de 25 pontos-base pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (5). Para setembro, o mercado mostrava leve vantagem para nova redução de 25 pontos. Para o fim de 2026, a curva projetava Selic em 13,75%.
O fechamento da curva nesta segunda-feira (3) combinou fatores externos e internos, com recuo mais acentuado nos vencimentos longos e manutenção da expectativa de corte de 25 pontos-base na Selic na reunião do Copom desta semana.
Fonte: Estadão Conteúdo
O post Juros futuros fecham em baixa com alívio externo e pesquisa eleitoral apareceu primeiro em Canal Rural.