
O Ibovespa operou em queda na manhã desta segunda-feira (11), após abrir estável em 184.102,86 pontos e alcançar máxima de 184.530,15 pontos. O movimento perdeu força ao longo do pregão em meio ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, à alta do petróleo e à atenção dos investidores para dados de inflação no Brasil e no exterior.
Às 11h32, o principal índice da B3 caía 0,78%, aos 182.680,58 pontos, depois de tocar a mínima de 182.496,85 pontos, com baixa de 0,88%. No início do dia, ações ligadas a petróleo e minério de ferro sustentaram uma tentativa de alta, mas o cenário externo mais cauteloso reduziu o fôlego do mercado doméstico.
No exterior, as bolsas de Nova York operavam próximas da estabilidade. O mercado monitorava a ausência de avanço nas negociações entre o governo norte-americano e o Irã e a falta de notícias sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Nesse contexto, o Brent subia em torno de 2% e era negociado acima de US$ 103 por barril.
Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!
Segundo Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Warren Rena DTVM, a persistência do conflito mantém pressão sobre o petróleo e sobre as expectativas de inflação. Para ele, esse quadro também reduz o apetite do investidor estrangeiro pela bolsa brasileira.
No Brasil, o mercado acompanhou nova revisão do boletim Focus. A mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 4,89% para 4,91%, acima do teto da meta de 4,50%. Entre 82 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana para a taxa Selic no fim de 2026 avançou de 13% para 13,25%.
Entre os destaques corporativos, a Telefônica Brasil informou lucro líquido de R$ 1,261 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 19,2% ante igual período de 2025, mas suas ações recuavam 6,28%. A Petrobras também estava no radar antes da divulgação do balanço após o fechamento da B3.
De acordo com Alvaro Bandeira, coordenador de Economia da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Brasil (Apimec Brasil), o mercado segue dependente de sinais concretos sobre a crise no Oriente Médio e dos próximos indicadores de inflação. No curto prazo, a combinação entre petróleo elevado, juros projetados mais altos e agenda intensa de balanços tende a manter a volatilidade nos ativos brasileiros.
Fonte: Estadão Conteúdo
O post Ibovespa recua com impasse entre Estados Unidos e Irã e foco em inflação apareceu primeiro em Canal Rural.