
O dólar à vista encerrou esta quarta-feira (29) em baixa de 0,27%, cotado a R$ 5,1084, depois de o Federal Reserve (Fed) manter a taxa dos Fed Funds entre 3,50% e 3,75%. Após uma manhã de cautela, a moeda passou a perder força frente ao real, em linha com o recuo do dólar no exterior e com a leitura mais branda do mercado sobre a coletiva do presidente do Fed, Kevin Warsh.
Ao longo do dia, o dólar oscilou entre a máxima de R$ 5,1417 pela manhã e a mínima de R$ 5,0891 à tarde. Por volta das 17h, o contrato futuro para agosto caía 0,42%, a R$ 5,1100. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a seis divisas fortes, recuava 0,47%.
Segundo o mercado, o movimento ganhou força durante a fala de Warsh. Embora tenha evitado fazer previsões e afirmado que a inflação segue acima da meta, o presidente do Fed também mencionou surpresa positiva recente nesse campo.
Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!
O economista-chefe da Western Asset Management, Adauto Lima, afirmou que a reação inicial foi otimista após a manutenção dos juros, mas destacou surpresa com a divergência interna na decisão. Três dirigentes defenderam alta de 25 pontos-base: Beth Hammack, do Fed de Cleveland, Neel Kashkari, do Fed de Minneapolis, e Lorie Logan, do Fed de Dallas.
De acordo com a plataforma do CME Group, o mercado passou a manter expectativa de alta dos juros nos Estados Unidos em setembro, com probabilidade de 71,3%. Para o economista e CEO da Veedha Investimentos, Rodrigo Marcatti, a divisão interna aumenta a incerteza e pode sustentar a volatilidade.
Além da leitura sobre o Fed, a valorização do petróleo também entrou na formação do câmbio. O Brent para outubro subiu 7,32%, a US$ 88,09 o barril, em meio à retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. Para Lima, a queda das taxas curtas de juros no Brasil e nos Estados Unidos favoreceu o real por arbitragem, enquanto o petróleo mais alto melhora os termos de troca do Brasil.
O exterior foi o principal vetor do câmbio nesta quarta-feira (29). Indicadores domésticos, como o saldo de vagas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o superávit de US$ 1,116 bilhão na balança comercial da quarta semana de julho, ficaram em segundo plano na formação dos preços.
Fonte: Estadão Conteúdo
O post Dólar fecha em queda após Fed manter juros e Warsh adotar tom mais ameno apareceu primeiro em Canal Rural.