As advogadas da personal trainer assassinada, Rozeli da Costa Sousa Nunes protocolaram nesta segunda-feira (15) um pedido de desistência do processo que a personal trainer movia contra o policial militar Raylton Duarte Mourão. A ação, no valor de R$ 24,6 mil, buscava reparação por danos materiais e morais em decorrência de um acidente de trânsito.
O documento foi encaminhado ao 1º Juizado Especial de Várzea Grande, onde havia audiência de conciliação agendada para esta terça-feira (16). As defensoras informaram o falecimento da cliente e apresentaram a certidão de óbito, além de esclarecer que os herdeiros optaram por retirar a ação judicial.
Raylton e sua esposa, Aline Valandro Kounz, sócios da empresa Reizinho Água Potável, são apontados como responsáveis pelo acidente que motivou a ação. O caso ocorreu em 20 de março, na Avenida Filinto Muller, quando Rozeli dirigia um Renault Sandero Stepway e precisou frear bruscamente após um caminhão-pipa da empresa entrar repentinamente na via preferencial. Na sequência, o veículo da personal foi atingido na traseira por uma motocicleta conduzida por um homem sem habilitação, causando danos estimados entre R$ 6,8 mil e R$ 9,6 mil.
Como não houve acordo extrajudicial, Rozeli recorreu à Justiça pedindo reparação, considerando também o abalo moral decorrente da situação. A causa foi avaliada em R$ 24,6 mil.
Entretanto, com a morte da autora, as advogadas solicitaram o arquivamento do processo.
Prisão decretada
Paralelamente, Raylton Mourão e sua esposa são investigados pelo assassinato da personal. A Justiça decretou a prisão temporária de ambos por 30 dias. Rozeli, de 33 anos, foi morta a tiros na manhã de quinta-feira (11), em Várzea Grande, quando deixava sua residência para trabalhar.
Dois homens em uma motocicleta se aproximaram e dispararam contra ela dentro do carro. No sábado (13), equipes da Delegacia de Homicídios (DHPP) cumpriram mandado de busca na casa do casal, mas não os encontraram. Foram apreendidos eletrônicos, munições e um capacete semelhante ao usado por um dos executores.
Considerados foragidos, Raylton e Aline não retornaram à residência nem compareceram ao trabalho após o crime. Segundo a Polícia Civil, a fuga reforça as suspeitas de envolvimento na execução.