AGRICULTURA

Centro-Sul deverá ter safra recorde de cana, estimada em até 42,5 milhões de toneladas

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Com uma safra recorde à vista e um mercado global em recuperação, o Brasil se consolida como líder mundial em exportação de açúcar. As condições favoráveis para a produção, a expertise do setor e a busca por fontes de energia renováveis garantem um futuro promissor para o setor sucroenergético brasileiro, beneficiando não apenas a economia nacional, mas também a segurança alimentar e energética global.

A safra recorde, estimada entre 41 e 42,5 milhões de toneladas na região Centro-Sul, principal polo produtor do país, deve resultar em um aumento significativo das exportações brasileiras de açúcar nos próximos meses. Essa notícia é recebida com entusiasmo pelos grandes importadores, especialmente na Ásia e no Oriente Médio, que lutam contra estoques baixos da commodity.

Durante a Semana do Açúcar, realizada em Nova York, empresas e especialistas do setor revisaram suas estimativas para a safra brasileira, elevando as previsões iniciais. A Alvean Sugar, Louis Dreyfus e Marex Group, por exemplo, destacaram o potencial do país, reconhecendo que previsões anteriores subestimaram a capacidade exportadora do gigante sul-americano.

Diversos fatores contribuem para a safra recorde prevista para 2024. As condições climáticas favoráveis, especialmente a quantidade ideal de chuvas durante o período de crescimento da cana, são cruciais para o bom desenvolvimento das plantações. Além disso, a expansão das áreas cultivadas com cana-de-açúcar, estimada entre 3% e 4% este ano, também impulsiona a produção.

O cenário positivo para a safra brasileira é acompanhado pela estabilização dos preços do açúcar no mercado futuro, com queda de cerca de 30% em relação aos picos recentes. Essa queda, impulsionada pelas boas perspectivas de colheita e pela normalização da logística nos portos, traz alívio para os consumidores e contribui para a recuperação do mercado global.

A posição do Brasil como um dos principais players no mercado global de açúcar é reforçada por sua capacidade de produção em larga escala e pela confiabilidade na entrega da commodity. Segundo Carlos Murilo Barros de Mello, chefe do setor de açúcar para as Américas na Hedgepoint Global Markets, a produção brasileira oferece um contraponto essencial à dependência mundial de poucos produtores, garantindo maior estabilidade ao mercado.

Apesar do otimismo geral, a crescente dependência do mercado global em relação ao Brasil gera algumas preocupações. A Índia, segundo maior produtor mundial, não deve retomar suas exportações significativas até meados de 2025, conforme destaca Kiran Wadhwana, diretor da corretora Comdex India. Essa situação aumenta a pressão sobre o Brasil para suprir a demanda global, tornando o país mais vulnerável a eventos climáticos ou logísticos adversos.

Apesar dos desafios, as perspectivas para o futuro do setor sucroenergético brasileiro são promissoras. O país possui condições climáticas favoráveis, tecnologia de produção avançada e expertise na gestão das plantações, fatores que o consolidam como um dos principais fornecedores de açúcar no mercado global. Além disso, a busca por fontes de energia renováveis impulsiona a produção de biocombustíveis a partir da cana-de-açúcar, abrindo novas oportunidades para o setor.

Fonte: Pensar Agro





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AGRICULTURA

Massa de ar frio derruba temperaturas e pode trazer geada, chuvas continuam no Sul

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A chegada de uma massa de ar frio vai derrubar as temperaturas em boa parte do Brasil,podendo ocorrer a formação de geadas em algumas regiões. A previsão é de tempestades e ventos fortes no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, tempo seco persistente no Brasil Central e Matopiba, e chuvas volumosas no extremo norte. Essa mudança climática afetará diversas culturas agrícolas, como milho, trigo e soja, impactando a produção e colheita em várias regiões.

No sul do Brasil, a previsão é de chuvas intensas, especialmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com tempestades e ventos fortes. No Brasil Central e na região do Matopiba, o tempo seco continuará predominando, com poucas chances de precipitação. Estados como Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia e parte do Pará enfrentarão baixos índices de umidade relativa do ar, aumentando o risco de incêndios.

As temperaturas devem cair em várias partes do país devido à massa de ar frio. No sudeste, estados como São Paulo e Minas Gerais sentirão uma queda nos termômetros, especialmente durante as madrugadas, trazendo alívio temporário ao calor das últimas semanas. No extremo norte, chuvas volumosas continuarão, especialmente em Roraima, Amapá e no norte do Amazonas, sob a influência da zona de convergência intertropical.

No sudeste e centro-oeste, a nova frente fria trará alívio para o calor intenso e a seca, com chuvas esperadas para amenizar as condições secas em estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

No setor agro, o sul do Brasil enfrentará chuvas intensas e ventos fortes, prejudicando o milho safrinha em desenvolvimento e o plantio de trigo. A colheita de soja também pode enfrentar dificuldades logísticas devido à alta umidade. No sudeste, a queda de temperatura e chuvas moderadas beneficiarão culturas como milho safrinha, trigo e sorgo, mas podem dificultar a colheita do milho e a secagem dos grãos de café. O tempo seco favorece a maturação e início da colheita do algodão.

No centro-oeste, a seca continua preocupante para o milho safrinha e soja em Goiás e Mato Grosso, com chuvas moderadas em Mato Grosso do Sul aliviando o estresse hídrico. No nordeste, a seca pode prejudicar o milho e feijão de segunda safra, enquanto no norte, chuvas intensas beneficiam o arroz, mas podem prejudicar a colheita.

A região sul do Brasil deve enfrentar chuvas volumosas devido à formação de um ciclone extratropical, especialmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As temperaturas na região devem cair significativamente, com previsão de temperaturas próximas de zero graus nas áreas altas. Ventos fortes com rajadas de até 100 km/h são esperados em áreas elevadas e próximas ao litoral.

Na região sudeste, o ciclone na costa sul trará instabilidade e precipitações significativas, especialmente no litoral de São Paulo. As temperaturas mínimas nas regiões montanhosas podem alcançar 10 a 12°C, enquanto as máximas podem ficar abaixo dos 25°C. No Rio de Janeiro e Espírito Santo, as mínimas devem ficar em torno de 15°C, com máximas de até 28°C.

No centro-oeste, o tempo seco prevalece, com possibilidade de chuvas no sul de Mato Grosso do Sul. As temperaturas máximas podem ficar em torno de 28°C a 30°C em Campo Grande, enquanto no restante da região, as máximas podem alcançar até 35°C, com baixa umidade relativa do ar.

No nordeste, o tempo seco prevalece no interior, com grande amplitude térmica. As manhãs começam frias e as tardes quentes, com baixa umidade relativa do ar. No litoral, há possibilidade de chuvas em cidades como Salvador, Recife, Fortaleza e São Luís.

Fonte: Pensar Agro





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AGRICULTURA

Brasil deve superar os Estados Unidos e se tornar o maior exportador mundial de algodão

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Agricultura5 minutos atrás

Brasil deve superar os Estados Unidos e se tornar o maior exportador mundial de algodão
A exportação de algodão do Brasil está projetada para alcançar 2,8 milhões de toneladas na temporada 2023/24, marcando um aumento de 12% em relação às previsões…



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AGRICULTURA

Produtores de sementes geraram mais de 10 mil empregos e movimentaram R$ 33,6 bilhões

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Os 369 produtores de sementes certificadas no Brasil geraram mais de 10 mil empregos e movimentaram R$ 33,6 bilhões, incluindo royalties de biotecnologia e investimentos em tratamento de sementes industriais, no ciclo 2022/23.

Os dados foram apresentados por Lars Schobinger, engenheiro agrônomo e CEO da Blink Inteligência Aplicada, durante o painel “Panorama do Mercado de Sementes de Soja – Relevância e Desafios” no Encontro Nacional dos Produtores de Sementes de Soja (ENSSOJA). O evento, realizado no Hotel Bourbon em Foz do Iguaçu, continua até sexta-feira, dia 24.

Segundo Schobinger, o mercado de sementes das principais culturas no Brasil tem crescido consistentemente nos últimos anos. O faturamento aumentou de R$ 14,8 bilhões em 2015/16 para R$ 44,4 bilhões na safra 2022/23, sendo a soja responsável por R$ 24,5 bilhões desse total.

A soja continua representando mais da metade do mercado de sementes no Brasil, que inclui também milho, algodão, trigo e arroz. Desde 2020/21, durante a pandemia, a área plantada de sementes de soja cresceu em média 3,9% ao ano, passando de 32,4 milhões de hectares em 2015/16 para 42,5 milhões de hectares em 2022/23, um aumento de mais de 30%.

O volume de sementes acompanhou esse crescimento, subindo de 43 milhões para 55 milhões de sacas, com um aumento anual médio de 3,4%. O preço do quilo da semente aumentou de R$ 2,9 para R$ 7,40, refletindo uma melhoria na qualidade da oferta ao produtor.

Este crescimento anual de 17% no valor de mercado, de R$ 8,1 bilhões para R$ 24,4 bilhões na última safra, destaca a robustez e a importância do setor no agronegócio nacional.

Em termos de produção regional, Mato Grosso permanece como o principal estado produtor de sementes de soja, com consumo de mais de 16 milhões de sacos na safra 2022/23, representando quase 30% do mercado nacional.

Rio Grande do Sul e Paraná juntos representam cerca de 30% do mercado, seguidos por Goiás com 5,2 milhões de sacos (10% do mercado), Mato Grosso do Sul com 4,5 milhões de sacos, e Minas Gerais com 2,5 milhões. Esses seis estados juntos representam mais de 80% do mercado brasileiro.





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