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Juros futuros caem, mas curva ganha inclinação após comunicado do Copom

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Os juros futuros intensificaram a queda ao longo da tarde desta quinta-feira (5), em meio à melhora parcial do cenário externo e à acomodação dos ganhos do petróleo. O movimento foi mais forte nos contratos de curto prazo do que nos de vencimento mais longo, o que levou a um leve aumento da inclinação da curva a termo. No mercado, a avaliação foi de que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) afastou, no curto prazo, a hipótese de alta da Selic.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 caiu de 14,433% no ajuste anterior para 14,310%. O DI para janeiro de 2029 recuou de 14,834% para 14,680%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 15,06% para 14,935%.

Após manter a Selic em 13,75%, o Copom evitou sinalizar de forma explícita os próximos passos da política monetária. Ainda assim, a menção à desaceleração mais significativa do nível de atividade e ao caráter “substancialmente contracionista” do juro básico foi interpretada pelo mercado como um tom mais brando.

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Segundo essa leitura, o Banco Central não indicou disposição de elevar a Selic no curto prazo. Ao mesmo tempo, a precificação de juros mais altos à frente foi mantida, em um ambiente ainda marcado pelo prêmio de risco fiscal.

Um trader ouvido pela Broadcast afirmou que esses trechos deixaram a curva com formato mais “empinado”. Na mesma direção, o economista-chefe do banco Bmg, Flávio Serrano, avaliou que o alívio vindo do petróleo retirou a urgência de alta de juros, mas a preocupação com o quadro fiscal doméstico preservou a inclinação da curva.

No fim da tarde, a precificação indicava cerca de 70% de chance de manutenção da Selic em dezembro, ante 30% de probabilidade de alta de 25 pontos-base. Para as reuniões de janeiro e março de 2027, as chances de alta subiam para 80% e 90%, respectivamente. A taxa terminal do próximo ano estava em 15%, segundo cálculos do Bmg.

A reunião do presidente Lula com ministros, ex-ministros e economistas nesta quinta-feira (5) não alterou o comportamento dos ativos domésticos. No mercado, a percepção foi de que a curva de juros seguiu respondendo principalmente à leitura do comunicado do Copom, ao movimento do petróleo e à permanência do prêmio de risco fiscal nos vencimentos mais longos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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