A história da família Grosso é um exemplo de ascensão social e econômica através da avicultura. Na década de 80, o pai de Éder Grosso trabalhava como funcionário em aviários alheios, cuidando de lotes que não eram seus. O sonho da terra própria levou décadas para amadurecer, passando pelo sistema de parceria por porcentagem até a conquista definitiva: em 2007, a família conseguiu adquirir a propriedade onde já trabalhava. O que era um emprego virou um patrimônio que hoje caminha para atingir a marca de 250 mil aves por ciclo.
A evolução não parou na posse da terra. A família quitou os primeiros financiamentos e iniciou uma modernização agressiva em 2018, substituindo os antigos galpões convencionais por estruturas climatizadas de última geração. Atualmente, a capacidade está em 195 mil aves, mas novos projetos já estão em andamento para elevar a escala e consolidar a família como uma das referências de produtividade em Astorga, cidade do norte do Paraná.
Sucessão familiar une tecnologia e tradição
A gestão da granja é um esforço coletivo onde cada membro da família assume a responsabilidade por um aviário. Éder e seus irmãos lideram a parte tecnológica, operando painéis de controle e sistemas automatizados que garantem a ambiência perfeita para os lotes. No entanto, o coração da propriedade ainda guarda espaço para a tradição: o patriarca, hoje com 80 anos, faz questão de manter um aviário convencional sob seus cuidados, onde seu manejo manual frequentemente entrega resultados que desafiam a performance dos galpões modernos.
Essa convivência entre o novo e o antigo fortalece a sucessão. A terceira geração já acompanha a rotina de alojamento e retirada, aprendendo que a avicultura exige presença constante e atenção aos detalhes. Para os Grosso, a transição do trabalho manual para o automatizado exigiu suporte técnico da integração e muita resiliência, mas o resultado é uma operação eficiente que garante a permanência de todos na mesma propriedade.
Dedicação total sustenta o orgulho de produzir
A rotina começa na madrugada e não termina antes de o último painel ser conferido. Para a família, a avicultura não é apenas um negócio, mas a fonte de tudo o que conquistaram nos últimos 40 anos. A satisfação de ver o frango produzido na granja ganhando o mercado interno e exportações para o mundo é o que motiva os turnos ininterruptos e o cuidado rigoroso com cada pintinho que chega.
Olhando para o futuro, os planos de expansão para 250 mil aves mostram que a família não teme o crescimento. Com a base sólida de quem conhece o setor desde o tempo em que não havia ventilação ou aquecimento, os Grosso seguem investindo em inovação sem abrir mão da união familiar. A trajetória que começou com o trabalho assalariado hoje é um legado de prosperidade e orgulho no campo paranaense.