Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural
O mercado brasileiro de soja registrou cotações mais firmes nesta segunda-feira (20), acompanhando a forte valorização dos contratos futuros na Bolsa de Chicago. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta na bolsa norte-americana compensou os leves recuos do dólar e dos prêmios de exportação, garantindo melhora nos preços internos.
De acordo com Silveira, Chicago chegou a operar com valorização superior a 2% nos principais vencimentos. Com isso, as cotações da soja avançaram entre R$ 2,00 e R$ 3,00 por saca, dependendo da região. Nos portos, as indicações permaneceram firmes, embora com prazos de pagamento mais alongados.
O movimento favoreceu a realização de negócios por parte dos produtores, ainda que sem grandes volumes negociados. Para a safra nova, também houve comercialização, mas em ritmo mais cauteloso, já que os produtores seguem apostando em cotações ainda mais firmes.
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Cotações de soja no Brasil
Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 140,00
Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 141,00
Cascavel (PR): subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00
Rondonópolis (MT): subiu de R$ 125,00 para R$ 127,00
Dourados (MS): subiu de R$ 125,00 para R$ 128,00
Rio Verde (GO): subiu de R$ 126,00 para R$ 129,00
Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 146,00
Soja em Chicago
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram a sessão em alta, sustentados por sinais de demanda aquecida da China pela soja norte-americana e pelas preocupações com a previsão de clima seco e temperaturas elevadas em áreas produtoras dos Estados Unidos.
Os exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 264 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27. Também foi anunciada a venda de outras 110 mil toneladas para destinos não revelados, igualmente destinadas à safra 2026/27.
As inspeções de exportação de soja dos Estados Unidos totalizaram 296.972 toneladas na semana encerrada em 16 de julho, abaixo das 447.990 toneladas registradas na semana anterior.
As importações chinesas de soja dos Estados Unidos cresceram 20,6% em junho na comparação anual. O país importou 1,27 milhão de toneladas do produto norte-americano no mês. No acumulado do ano, porém, as compras somam 9,31 milhões de toneladas, volume 42,4% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Já as importações de soja brasileira pela China alcançaram 12,08 milhões de toneladas em junho, alta de 13,7% sobre o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, o volume chega a 34,75 milhões de toneladas, avanço de 9,1% na comparação anual.
No fim da tarde, o mercado voltou as atenções para o relatório do USDA sobre as condições das lavouras norte-americanas. Os agentes avaliam se o recente comportamento do clima provocou impactos no desenvolvimento da soja no cinturão produtor dos Estados Unidos.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja para agosto fecharam cotados a US$ 12,26 por bushel, alta de 21,50 centavos de dólar, ou 1,78%. O vencimento novembro encerrou a US$ 12,26 1/4 por bushel, com ganho de 23,25 centavos, ou 1,93%.
Entre os subprodutos, o farelo de soja para agosto subiu US$ 3,30, ou 1,03%, para US$ 323,50 por tonelada. Já o óleo de soja para agosto recuou 0,13 centavo de dólar, ou 0,17%, encerrando a 74,68 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em baixa de 0,41%, cotado a R$ 5,0886 para venda e R$ 5,0866 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0816 e a máxima de R$ 5,1146.