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Saúde, HU Brasil e Capes reúnem representantes de 52 projetos contratados para impulsionar pesquisas e inovação em hospitais universitários federais

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O fortalecimento da pesquisa científica nos hospitais universitários e sua contribuição para melhorar o atendimento à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foram os principais destaques do Seminário Marco Zero da Rede de Pesquisa e Extensão dos Hospitais Universitários Federais (Rede HU+), realizado de 3 a 5 de novembro, em Brasília. 

Promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com o Ministério da Saúde e a HU Brasil, o encontro reuniu representantes dos 52 projetos aprovados em edital, que receberam, juntos, R$ 62,1 milhões em recursos para pesquisas, ações de extensão e formação de profissionais. 

Durante o evento, a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit), ligado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/ MS), Meiruze Freitas, ressaltou que o investimento é estratégico para o desenvolvimento da saúde no país. Segundo ela, fortalecer a ciência e a tecnologia passa necessariamente pelo incentivo à produção de conhecimento e pela cooperação entre instituições. 

“A pesquisa é fundamental para melhorar o acesso à saúde e para fortalecer o SUS. Esse edital demonstra a importância dos hospitais universitários para a realização de pesquisas que atendam às necessidades dos serviços de saúde e contribuam para gerar inovações que possam ser incorporadas ao SUS”, afirmou. 

O financiamento contemplou propostas de instituições das cinco regiões brasileiras e buscam desenvolver soluções para desafios enfrentados pelos serviços de saúde, melhorar a gestão hospitalar e ampliar o acesso da população a cuidados de qualidade. 

Eixos temáticos

Das 52 propostas, o Nordeste concentrou o maior número de projetos, com 19 iniciativas e R$ 23,3 milhões em recursos. Na sequência, o Sudeste, com 12 projetos e R$ 14,7 milhões; o Norte, com oito projetos e R$ 8,9 milhões; o Sul, com sete projetos e R$ 8,4 milhões; e o Centro-Oeste, com seis projetos e R$ 6,7 milhões.

O anúncio dos projetos ocorreu em maio deste ano e o seminário marca o início das atividades, com discussão das estratégias para a execução. Os estudos foram selecionados a partir de sete áreas consideradas prioritárias para a saúde pública:

● Populações em situação de vulnerabilidade: grupos que enfrentam maiores dificuldades de acesso aos serviços de saúde, incluindo comunidades quilombolas, pessoas idosas e mulheres em situação de violência;

● saúde da mulher: envolveram desde o acompanhamento da gestação até a prevenção e o tratamento de doenças como endometriose e câncer de mama;

● saúde digital: ferramentas tecnológicas, como plataformas digitais e inteligência artificial, para melhorar o atendimento e a organização dos serviços;

● oncologia: prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pessoas com câncer;

● doenças negligenciadas: estratégias de diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças como tuberculose e infecções associadas ao HIV;

● doenças raras: aprimorar o diagnóstico, o atendimento e a formação de profissionais;

● saúde indígena: criação de uma rede de telessaúde para acompanhar pacientes após a alta hospitalar, respeitando as características culturais dessa população.

Formação profissional e benefícios para o SUS

Além do financiamento das pesquisas, o edital previu a concessão de 509 bolsas de formação: 103 de mestrado, 102 de doutorado, 100 de pós-doutorado e 204 de iniciação à extensão. Os projetos terão vigência de até 60 meses para desenvolver atividades que contribuam para melhorar a qualidade da assistência, aperfeiçoar a gestão hospitalar e reduzir as desigualdades no acesso à saúde.

O edital também incentiva pesquisas realizadas em parceria por diferentes instituições, conhecidas como estudos multicêntricos, além da avaliação de tecnologias em saúde e do desenvolvimento de protocolos clínicos. Esses protocolos são orientações que ajudam os profissionais a definir as melhores formas de prevenir, diagnosticar e tratar doenças com base em evidências científicas.

Pesquisa clínica fortalece o SUS A Rede HU+ integra as estratégias do Programa Nacional de Pesquisa Clínica (PPClin) e busca aproximar a produção científica conforme as necessidades do SUS. A iniciativa fortalece a capacidade de pesquisa do país e incentiva o desenvolvimento de soluções que possam se traduzir em melhorias na assistência, na gestão hospitalar e no acesso da população a novas tecnologias e tratamentos. 

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

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