AGRICULTURA
Setor do etanol repudia fala de Flávio Bolsonaro sobre mistura à gasolina
Published
23 minutos agoon

O candidato à presidência Flávio Bolsonaro disse em transmissão em suas redes sociais que, caso seja eleito, atuará para que o percentual da mistura obrigatória do etanol à gasolina seja rediscutido.
O político comparou o aumento recente de 32% de biocombustível à fonte fóssil a uma “reduflação”, argumentando que o consumidor pagaria o mesmo preço pelo item, mas levaria menos “produto” no tanque.
O comentário foi rebatido em nota por entidades do setor. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a Bioenergia Brasil, a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), a União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) divulgaram nota em que repudiam a declaração.
“A afirmação desinforma o consumidor e desqualifica uma política de Estado construída ao longo de cinco décadas, sob governos de todas as orientações — do Proálcool ao RenovaBio e à Lei do Combustível do Futuro”, diz o texto.
De acordo com as entidades, surpreende que a crítica parta de quem participou da decisão. “A Lei do Combustível do Futuro passou pelo Senado Federal com a anuência do próprio senador [Flávio Bolsonoro]”, destacam.
O setor ainda enfatiza que a mistura vigente foi implementada com rigor técnico e que a condução do tema foi feita de forma responsável pelo Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia e do Conselho Nacional de Política Energética.
Ainda conforme as entidades, a decisão de aumento do etanol na gasolina foi feita em diálogo permanente com o setor produtivo e a indústria automotiva, que após ensaios com 16 modelos de automóveis e 13 motocicletas, representativos da frota de 1994 a 2024, concluiu plena viabilidade, sem prejuízo ao desempenho ou ao consumidor.
Campanha de Flávio responde
Diante da repercussão, a campanha de Flávio Bolsonaro divulgou nota em que cita que o candidado é um defensor do setor sucroenergético e dos biocombustíveis.
“Seu plano de governo propõe transformar o Brasil em potência de biocombustíveis, fortalecer e ampliar o RenovaBio para o exterior e aplicar a Lei do Combustível do Futuro, permitindo que o Brasil venda créditos de carbono ao mundo”, destaca.
A campanha ainda ressalta que o plano de governo de Flávio Bolsonaro apresenta formas eficientes e permanentes de incentivar o setor, como a redução de impostos incidentes sobre o etanol hidratado, a simplificação tributária e o crédito para inovação em biogás e hidrogênio verde.
“A presença do etanol na mistura da gasolina deve ser tratada como política de Estado: valoriza a nossa produção agrícola, melhora o ar de nossas cidades, reduz a dependência de combustíveis importados e, em consequência, aumenta a segurança energética do país”, destaca a nota.
O texto da campanha do candidato também diz se opor a transformar a política dos biocombustíveis “em instrumento episódico para tentar conter a alta dos preços às vésperas de uma eleição, como ocorreu no governo Lula”.
Por fim, a nota enfatiza que Flávio Bolsonaro entende a relevância do setor de biocombustíveis para o desenvolvimento do país.
Presidente do BNDES defende governo Lula
Na esteira da declaração de Flávio Bolsonaro e do repúdio do setor, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, também divulgou nota em que afirma que desde o início de sua gestão, a instituição aprovou mais de R$ 17 bilhões para investimentos em biocombustíveis, quase quatro vezes o valor registrado no governo anterior (R$ 4,4 bilhões).
“São 17 projetos que vão ampliar em mais de 5 bilhões de litros por ano a produção de etanol no país. Também foram aprovados mais de R$ 1,7 bilhão em novas tecnologias, como motores híbridos flex e motores a etanol para máquinas agrícolas, com projetos da Volkswagen, Stellantis e Toyota. Além de financiar inovação, estamos atraindo centros de pesquisa e desenvolvimento para o nosso país”, ressaltou.
De acordo com Mercadante, tal esforço integra a política do governo Lula de fortalecer o agronegócio, a indústria e a inovação, ao mesmo tempo em que acelera a transição para uma economia de baixo carbono.
“Por isso, a declaração do candidato Flávio Bolsonaro de que ‘a gasolina virou etanol’ é mais do que equivocada: revela uma visão ultrapassada sobre o futuro da energia. O Brasil não está ‘trocando gasolina por etanol’ para prejudicar o consumidor. Está avançando na transição energética, substituindo parte de um combustível fóssil por uma fonte renovável produzida no próprio país. Isso significa menos dependência do petróleo, mais mercado para o produtor rural, mais atividade para a indústria brasileira e maior segurança energética”, destaca.
Por fim, o presidente do BNDES argumenta que enquanto alguns tratam o etanol como problema, o governo Lula trabalha para fazer dos biocombustíveis uma das grandes oportunidades do Brasil e uma das bases da nova economia de baixo carbono.
Leia as notas do setor sucroenergético, de Flávio Bolsonaro e de Aloizio Mercadante na íntegra:
Etanol: mais Brasil no tanque
A UNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, a UNEM – União Nacional do Etanol de Milho, a Bioenergia Brasil, a FEPLANA – Federação dos Plantadores de Cana do Brasil, a UNIDA – União Nordestina dos Produtores de Cana e a ORPLANA –Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil repudiam a declaração do senador Flávio Bolsonaro comparando a mistura de etanol na gasolina à chamada “reduflação”.
A afirmação desinforma o consumidor e desqualifica uma política de Estado construída ao longo de cinco décadas, sob governos de todas as orientações — do Proálcool ao RenovaBio e à Lei do Combustível do Futuro.
Surpreende que a crítica parta de quem participou da decisão. A Lei do Combustível do Futuro passou pelo Senado Federal com a anuência do próprio senador.
O etanol é combustível de elevada octanagem, produzido em mais de mil municípios brasileiros. Com ele, o consumidor recebe mais: mais desempenho, mais economia na bomba, mais empregos e mais soberania energética — o Brasil alcançou a autossuficiência nos combustíveis do ciclo Otto, que movem os veículos leves. A mistura vigente foi implementada com rigor técnico. As entidades signatárias reconhecem a condução responsável do processo pelo Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia e do Conselho Nacional de Política Energética, em diálogo permanente com o setor produtivo e a indústria automotiva. Sob essa coordenação, o Instituto Mauá de Tecnologia ensaiou 16 modelos de automóveis e 13 motocicletas, representativos da frota de 1994 a 2024, em laboratório e pista, nas misturas de 27%, 30% e 32%, com acompanhamento da ANP, de fabricantes e de importadores de veículos e motocicletas. A conclusão: plena viabilidade, sem prejuízo ao desempenho ou ao consumidor.
O setor brasileiro de etanol seguirá defendendo, com fatos e ciência, o patrimônio energético que o Brasil construiu.
Nota Pública de Flávio Bolsonaro:
Flávio Bolsonaro é um defensor do setor sucroenergético e dos biocombustíveis. Seu plano de governo propõe transformar o Brasil em potência de biocombustíveis, fortalecer e ampliar o RenovaBio para o exterior e aplicar a Lei do Combustível do Futuro, permitindo que o Brasil venda créditos de carbono ao mundo.
Além disso, o plano apresenta formas eficientes e permanentes de incentivar o setor, notadamente a redução de impostos incidentes sobre o etanol hidratado, a simplificação tributária e o crédito para inovação em biogás e hidrogênio verde.
A presença do etanol na mistura da gasolina deve ser tratada como política de Estado: valoriza a nossa produção agrícola, melhora o ar de nossas cidades , reduz a dependência de combustíveis importados e , em consequência, aumenta a segurança energética do país. O que não se pode é transformar essa política em instrumento episódico para tentar conter a alta dos preços às vésperas de uma eleição, como ocorreu no governo Lula.
Flávio Bolsonaro entende a relevância do setor de biocombustíveis para o desenvolvimento do país e para que voltemos, juntos, aos trilhos da prosperidade.
Nota de Aloizio Mercadante, presidente do BNDES:
Desde o início da nossa gestão, o BNDES aprovou mais de R$ 17 bilhões para investimentos em biocombustíveis, quase quatro vezes o valor registrado no governo anterior (R$ 4,4 bilhões). São 17 projetos que vão ampliar em mais de 5 bilhões de litros por ano a produção de etanol no país. Também foram aprovados mais de R$ 1,7 bilhão em novas tecnologias, como motores híbridos flex e motores a etanol para máquinas agrícolas, com projetos da Volkswagen, Stellantis e Toyota. Além de financiar inovação, estamos atraindo centros de pesquisa e desenvolvimento para o nosso país.
Esse esforço integra a política do governo Lula de fortalecer o agronegócio, a indústria e a inovação, ao mesmo tempo em que acelera a transição para uma economia de baixo carbono. É uma agenda que gera emprego e renda, agrega valor à produção brasileira e reduz a dependência de combustíveis fósseis.
Por isso, a declaração do candidato Flávio Bolsonaro de que “a gasolina virou etanol” é mais do que equivocada: revela uma visão ultrapassada sobre o futuro da energia. O Brasil não está “trocando gasolina por etanol” para prejudicar o consumidor. Está avançando na transição energética, substituindo parte de um combustível fóssil por uma fonte renovável produzida no próprio país. Isso significa menos dependência do petróleo, mais mercado para o produtor rural, mais atividade para a indústria brasileira e maior segurança energética.
O etanol é uma inovação brasileira, resultado de mais de 50 anos de investimentos da Embrapa, do BNDES, da pesquisa e da ciência brasileira. É uma conquista construída por gerações e, hoje, uma das principais soluções do país para a transição energética e a descarbonização da economia. Por isso, esse novo ataque do negacionismo climático não pode ficar sem resposta.
O Brasil possui uma vantagem competitiva única: produzir energia renovável em grande escala e desenvolver a tecnologia para utilizá-la. É a partir dessa base que o governo Lula prepara o país para assumir o protagonismo na transição energética global, transformando nossas riquezas naturais e capacidade produtiva em desenvolvimento, inovação e oportunidades para os brasileiros.
Enquanto alguns tratam o etanol como problema, o governo Lula trabalha para fazer dos biocombustíveis uma das grandes oportunidades do Brasil e uma das bases da nova economia de baixo carbono.
O post Setor do etanol repudia fala de Flávio Bolsonaro sobre mistura à gasolina apareceu primeiro em Canal Rural.
Setor do etanol repudia fala de Flávio Bolsonaro sobre mistura à gasolina
Em jogo equilibrado, Cuiabá e Goiás ficam no empate de 1 a 1 pela Série B na Arena Pantanal
Quatro fatores reforçam expectativa de alta para a arroba do boi gordo em setembro
Pivetta terá maior tempo de TV, seguido por Natasha e Wellington
Temperatura de 0°C traz alerta de geada para mais de 160 municípios, incluindo capitais
Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas ganha quatro novos barracões para ampliar oportunidades de trabalho aos reeducandos
Sine-MT disponibiliza mais de 2 mil vagas de emprego nesta semana em vários municípios
Receita Federal libera consulta ao terceiro lote de restituição nesta sexta-feira
Arroba do boi gordo avança com oferta restrita e escalas de abate curtas
Siavs 2026 abre com foco na expansão dos mercados e na força da proteína animal brasileira
ECONOMIA
Uso do Pix avança 15,9% em Mato Grosso no primeiro semestre deste ano
O Pix movimentou R$ 233,46 bilhões em Mato Grosso entre janeiro e julho de 2026, segundo levantamento do Banco Central,...
Alimentos seguem em queda e contribuem para nova retração da cesta básica em Cuiabá
Agosto segue apresentando recuo no preço dos alimentos que compõem a cesta básica em Cuiabá. Dessa vez, a variação observada...
Flávia oficializa incentivos fiscais para transformar VG em polo logístico internacional
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), oficializou os incentivos fiscais para empresas interessadas em se instalar no Terminal...
POLÍTICA
Pivetta terá maior tempo de TV, seguido por Natasha e Wellington
O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) largará na frente também na disputa pelo espaço da propaganda eleitoral...
Emissoras da Assembleia Legislativa participam de audiência do TRE-MT sobre horário eleitoral
A TV Assembleia e a Rádio Assembleia participaram, na manhã desta sexta-feira (21), de audiência pública realizada pelo Tribunal Regional...
Homem é sequestrado durante assalto em Várzea Grande
Wellington Eduardo da costa jardim, de 35 anos, foi sequestrado dentro da própria residência, na madrugada deste domingo (10), no...
SAÚDE
Dia D mobiliza crianças e adolescentes para atualizar a caderneta de vacinação
O Dia D de Multivacinação acontece neste sábado (22) e mobiliza pais, mães, responsáveis e equipes de saúde de estados...
Brasil completa 10 anos sem raiva humana transmitida por cães e reforça vacinação antirrábica na fronteira
O Brasil completa, em 2026, dez anos sem registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes de cães (AgV1 e...
População de Ponto Chique (MG) é atendida por carreta de exame de imagem do Ministério da Saúde; veja como funciona
Pacientes do SUS que aguardam serviços especializados em saúde de imagem de Ponto Chique (MG) e região estão sendo atendidas...
CIDADES
Caminhão-guincho derruba cabos energizados e pista é interditada em Várzea Grande
A Guarda Municipal de Várzea Grande atende, no início da tarde deste sábado (22), uma ocorrência de trânsito na Avenida...
Cuiabá e IPEM realizam força-tarefa para regularização de taxímetros a partir de 2ª-feira
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, em parceria com o Instituto...
Obra de viaduto na Imigrantes altera tráfego na rodovia Palmiro Paes de Barros por 90 dias
Trecho de 500 metros entre a rodovia Palmiro Paes de Barros e a Rodovia dos Imigrantes (BR-070), em Cuiabá, passa...
AGRICULTURA
Setor do etanol repudia fala de Flávio Bolsonaro sobre mistura à gasolina
Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado O candidato à presidência Flávio Bolsonaro disse em transmissão em suas redes sociais que, caso...
Quatro fatores reforçam expectativa de alta para a arroba do boi gordo em setembro
Foto gerada por IA O mercado físico brasileiro do boi gordo registrou uma semana de preços inalterados na compra. De...
Temperatura de 0°C traz alerta de geada para mais de 160 municípios, incluindo capitais
As temperaturas mínimas que devem variar entre 3°C e 0°C em áreas do Sul do país fez o Instituto Nacional...
POLÍCIA
Sesp lança edital para a contratação imediata de técnicos em necropsia para a capital e interior
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) publicou o edital de processo seletivo simplificado para a contratação imediata de...
Polícia Militar conduz três pessoas com pacotes de maconha em Cáceres
Polícia Militar conduz três pessoas com pacotes de maconha em Cáceres Comentários
Polícia Civil incinera mala com R$ 10 milhões em notas falsas em Cuiabá
Cerca de R$ 10 milhões em notas falsas, utilizadas para aplicar um golpe do falso empréstimo milionário, foram destruídos pela...
Trending
-
OPINIÃO1 ano agoInvenções
-
OPINIÃO2 anos agoA educação transforma
-
OPINIÃO1 ano agoMãe, mulher e essência
-
OPINIÃO2 anos agoJovem Advocacia Forte!
-
ESPORTES2 anos agoAtlético-MG empata com Juventude e perde chance de subir na tabela
-
ESPORTES2 anos agoInternacional é derrotado pelo Rosario Central na primeira partida dos playoffs da Sul-Americana
-
ESPORTES2 anos agoCorinthians supera o Criciúma em noite de estreias e virada emocionante
-
ESPORTES2 anos agoReviravolta no caso Gabigol: processo é anulado e atacante volta a ser suspenso

