O mês de agosto começou acompanhando a tendência de baixa no custo da cesta básica em Cuiabá e somou a quarta retração seguida. O conjunto de itens registrou valor médio de R$ 841,76, com leve recuo de 0,16% em comparação à semana anterior. Mesmo com a tendência de baixa observada nas últimas semanas, o valor atual da cesta segue 4,29% acima dos R$ 807,11 registrados no mesmo período de 2025.
O levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) mostrou que a leve retração indica que as condições de abastecimento permanecem favoráveis, mas também evidencia que a redução das pressões inflacionárias perdeu intensidade, refletindo um mercado mais equilibrado entre os fatores de oferta e demanda.
Mesmo com as reduções de preços observadas nas últimas semanas, o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, enfatizou a alta na variação anual. “O valor acima do observado no mesmo período de 2025 evidencia que as reduções recentes dos preços ainda não compensaram as altas acumuladas no ano passado, o que levou o custo da cesta aos maiores patamares registrados pelo nosso instituto.”
Entre os produtos que mais se destacaram na semana, a batata lidera as quedas, com recuo de 11,13%, chegando à média de R$ 5,53/kg. Ainda assim, o valor segue 51,74% mais alto que o registrado no mesmo período do ano passado.
Conforme avaliação do IPF-MT, a redução pode estar associada ao pico de produção da safra, que aumentou a oferta do produto e contribuiu para a queda dos preços.
O tomate, por outro lado, voltou a apresentar alta, subindo 8,78% e atingindo o preço médio de R$ 6,47/kg. Apesar da elevada produtividade da safra, parte significativa da produção apresenta imperfeições, o que pode estar contribuindo para a valorização dos frutos de melhor qualidade ou em melhor estágio de maturação.
O outro destaque da semana é o açúcar, que apresenta queda de 3,03% e atinge o valor médio de R$ 1,60/kg. Segundo análise do IPF-MT, o bom desenvolvimento e a elevada produtividade, tanto dos canaviais quanto das usinas, aliados às boas perspectivas climáticas, podem ter colaborado para a redução observada.
No caso do tomate e do açúcar, os produtos possuem valores inferiores aos verificados no mesmo período do ano passado, em 15,98% e 55,27%, respectivamente.
Para o instituto da Fecomércio-MT, a ampliação da oferta segue pressionando para baixo os preços de alguns produtos agrícolas. No entanto, restrições pontuais de qualidade e disponibilidade ainda provocam reajustes em itens essenciais da alimentação.