Uma suposta contaminação por salmonella em carne de frango brasileira exportada à Grécia foi contestada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
A informação foi divulgada por um veículo de notícias internacional, mas de acordo com a entidade há inconsistências técnicas que não encontram respaldo nos sistemas oficiais de monitoramento sanitário da União Europeia.
Segundo a ABPA, o volume de carne citado na reportagem, de aproximadamente 3 toneladas, não condiz com os padrões logísticos do comércio internacional da proteína avícola. Isso porque os embarques brasileiros são realizados, quase sempre, em contêineres refrigerados com capacidade entre 25 e 27 toneladas.
A entidade ainda destaca a impossibilidade de vincular o suposto caso ao início de qualquer fluxo comercial relacionado ao acordo entre União Europeia e Mercosul, haja visto que o processo envolve etapas rigorosas de certificação sanitária, autorização e logística internacional, fatores que demandam tempo e cumprimento de protocolos específicos.
União Europeia não registrou a ocorrência
A ABPA ainda destacou que no sistema oficial da União Europeia, o Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF), utilizado para notificações sanitárias envolvendo alimentos, não consta qualquer registro do suposto caso de contaminação de salmonella.
Para a Associação, a ausência de notificação nesse sistema impede a confirmação do episódio, o que enfraquece a credibilidade da informação.
A ABPA ainda ressalta que a interpretação apresentada sobre a presença de Salmonella não considera os critérios aplicáveis à carne crua. Tais parâmetros seguem normas internacionais e são monitorados de forma rigorosa pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
De acordo com a entidade, é de reconhecimento geral que o sistema brasileiro de controle sanitário conta com auditorias frequentes realizadas por autoridades da Comissão Europeia, o que reforça a confiabilidade dos processos produtivos e de exportação.
Por fim, a ABPA reitera a robustez do sistema sanitário nacional e o compromisso da cadeia produtiva com os mais elevados padrões internacionais de segurança alimentar. Atualmente, o Brasil é um dos maiores exportadores globais de carne de frango, com presença consolidada em diversos mercados com altos parâmetros de exigência, como as nações da União Europeia.