O programa Giro do Boi, exibido nesta quinta-feira (23), abordou a crescente popularidade da raça sindi, que tem atraído a atenção de pecuaristas brasileiros. Em entrevista, Henrique Garbellini Carnio, diretor da Associação Brasileira dos Criadores de Sindi (ABCSindi), explicou o motivo pelo qual esses animais, originários do Paquistão, são conhecidos como “coringas”.
Com uma história de seis mil anos de seleção natural em condições desérticas, a raça sindi oferece ao pecuarista uma combinação de rusticidade extrema, eficiência alimentar e dupla aptidão (carne e leite). Essas características tornam o Sindi uma solução ideal para áreas de difícil produção.
Confira:
Adaptação e resistência da raça
Foto: Divulgação.
Henrique Carnio enfatiza que o sindi se adapta a qualquer sistema de produção, seja ele focado em corte, leite ou cruzamento industrial. Sua principal vantagem é a capacidade de produzir com baixo custo e alta resistência. “O sindi come menos e converte mais”, afirmou, destacando a eficiência da raça em transformar pastagens pobres em quilos de carne ou litros de leite.
Além disso, as novilhas da raça apresentam fertilidade precoce, podendo entrar em reprodução já aos 14 meses de idade. O uso do sindi em programas de cruzamento tem gerado resultados impressionantes, especialmente no ganho de peso ao desmame e na qualidade final do produto.
Crescimento e sustentabilidade
Proporcionalmente, o sindi é a raça zebuína com a maior taxa de crescimento em registros na ABCZ, demonstrando sua aceitação comercial. Embora inicialmente focado no semiárido nordestino, o gado sindi agora está presente em todo o país, do interior paulista ao Rio Grande do Sul, enfrentando com sucesso os desafios das mudanças climáticas.
O Sindi é considerado o gado do futuro para quem busca sustentabilidade e rentabilidade. Carnio destacou que, como “coringa”, a raça rompe fronteiras e se consolida como uma resposta genética para áreas que sofrem com a desertificação e extremos térmicos.