AGRICULTURA

Conservação da araucária passa a gerar renda de até R$ 250 mil

Published

on

O governo de São Paulo lançou um edital que prevê pagamento de até R$ 36 mil por produtor rural e até R$ 250 mil para organizações que atuem na conservação da araucária, espécie ameaçada de extinção e base da cadeia produtiva do pinhão. A iniciativa integra o programa PSA Araucária, coordenado pela Fundação Florestal de São Paulo, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo.

A medida reforça um movimento mais amplo de valorização econômica da conservação no país, especialmente em regiões onde a araucária ainda tem relevância produtiva. Espécie típica da Mata Atlântica, o pinheiro-brasileiro está concentrado principalmente no Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e em áreas de altitude do Sudeste, como Minas Gerais e o próprio território paulista. Nessas regiões, além do valor ambiental, a espécie sustenta uma cadeia econômica baseada na coleta do pinhão, com forte presença de agricultores familiares.

O programa paulista será implementado inicialmente no Vale do Paraíba, onde se concentra mais de 95% da produção estadual. Entre 2023 e 2025, a coleta local superou 1.100 toneladas de pinhão, e a estimativa para 2026 é de mais 368 toneladas, segundo dados da Semil. A proposta é remunerar práticas como conservação de árvores nativas, plantio de mudas, restauração de áreas de preservação permanente e implantação de sistemas produtivos sustentáveis.

A lógica segue o avanço dos programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) no Brasil, que buscam transformar a preservação em fonte de renda no campo. No caso da araucária, o desafio é duplo: recuperar áreas degradadas e garantir a renovação de uma espécie historicamente explorada pela madeira e hoje ameaçada pela perda de habitat e pelas mudanças climáticas.

Além do incentivo direto, o edital prioriza agricultores familiares e organizações que atuam na conservação, exigindo regularização ambiental, como inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR), e vínculo formal com as áreas. A expectativa é que a remuneração ajude a viabilizar a sucessão produtiva e estimule novos plantios, diante do envelhecimento das árvores e da redução gradual da oferta de pinhão em diversas regiões do país.

Outras informações e como participar, clique aqui.

;

Comentários
Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ECONOMIA

POLÍTICA

SAÚDE

CIDADES

AGRICULTURA

POLÍCIA

Trending