A prevenção e o planejamento são fundamentais para reduzir os riscos de incêndios durante o período de seca em Mato Grosso, especialmente em propriedades que concentram grandes áreas de produção de soja e milho. Para orientar os produtores, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) elaborou uma cartilha com recomendações sobre manejo do fogo e segurança no campo. O treinamento é apontado como uma das principais medidas para garantir uma resposta rápida diante de possíveis focos.
Em áreas de soja, onde o fogo pode se espalhar rapidamente em condições de vegetação seca, a identificação e o controle inicial dos focos são essenciais para evitar prejuízos às lavouras e às áreas de vegetação nativa. Antes da chegada do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), funcionários e proprietários preparados podem atuar na primeira resposta, desde que tenham treinamento e equipamentos adequados. Segundo o vice-presidente Leste da Aprosoja MT, Lauri Jantsch, a capacitação permite que os profissionais utilizem os recursos disponíveis na propriedade com mais segurança e eficiência.
“Um profissional treinado e capacitado consegue atuar no início de um incêndio e utilizar os equipamentos disponíveis, seja um extintor, um equipamento de água ou um trator. Com preparo, ele consegue proteger a fazenda, a lavoura e o meio ambiente de forma mais rápida e segura. No controle do incêndio, a segurança deve estar sempre em primeiro lugar”, destacou.
O treinamento inclui uma etapa teórica, com orientações sobre prevenção, identificação de possíveis pontos de início de incêndio, manutenção de máquinas e equipamentos e sistemas de comunicação. Na parte prática, as equipes simulam ocorrências e aprendem técnicas como a construção de aceiros, o abafamento de pequenos focos com terra e o resfriamento com água. O preparo também é importante para propriedades com extensas áreas de soja, já que máquinas e operações agrícolas podem exigir atenção redobrada durante a estiagem.
A capacitação está entre as medidas previstas na Resolução Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF) nº 3/2025, no âmbito da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. As exigências variam de acordo com o porte do imóvel e, em determinadas situações, com a localização em áreas de risco de incêndios florestais.