O suplente de deputado estadual e candidato à Assembleia Legislativa nas eleições de 2026 Hugo Garcia (PSDB) foi um dos alvos da Operação Mandato Espúrio, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso para investigar supostas movimentações financeiras irregulares que ultrapassam R$ 1 milhão no Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT). A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e apura possíveis crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Cuiabá, além de medidas judiciais para bloquear contas bancárias e suspender os acessos dos investigados às contas do instituto. Segundo a Polícia Civil, a entidade é considerada vítima no procedimento e tem colaborado com as investigações.
De acordo com a apuração, Hugo Garcia, que ocupava a presidência do IMAFIR-MT, está entre os investigados por supostos atos de gestão e movimentações financeiras realizados em meio a uma disputa pelo controle e pela representação legal da entidade. A Polícia Civil investiga se operações foram realizadas mesmo após um acordo homologado judicialmente e uma decisão que teria impedido um ex-dirigente de reassumir a presidência e praticar atos em nome do instituto.
As investigações apontam ainda indícios de alterações no estatuto da entidade e uma disputa interna pelo comando do instituto, seguida por movimentações patrimoniais consideradas suspeitas. Entre as transações investigadas está uma operação de quase R$ 774 mil, que teria sido transferida para uma conta pessoal e para uma empresa pertencente ao então diretor executivo do IMAFIR-MT.
Outra transferência, de R$ 270 mil, teve como destino um escritório de advocacia. Somadas, as movimentações consideradas suspeitas ultrapassam R$ 1 milhão. A Polícia Civil busca agora esclarecer quem autorizou as operações, se os responsáveis possuíam legitimidade para movimentar os recursos e qual foi a destinação dos valores.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio das contas e a suspensão dos mecanismos utilizados pelos investigados para acessar os recursos do instituto. Com a decisão, ficam impedidas movimentações como pagamentos, transferências, Pix, aplicações e resgates realizados em nome da entidade enquanto o caso é investigado.