
O petróleo encerrou a sexta-feira (21) em alta nos mercados internacionais e acumulou valorização de cerca de 13% na semana. O movimento ocorreu em meio à paralisação das negociações entre Estados Unidos e Irã, à troca de ameaças entre os dois países e à continuidade das incertezas sobre o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro fechou em alta de 0,26%, com ganho de US$ 0,23, a US$ 87,06 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para o mesmo mês avançou 0,65%, ou US$ 0,61, e encerrou a US$ 94,39 por barril. Na semana, os dois contratos registraram alta de cerca de 13%.
O cenário foi influenciado pelo endurecimento da posição de Washington e pela ofensiva econômica dos Estados Unidos contra o Irã. Segundo o noticiário do mercado, o tráfego de embarcações no Estreito de Ormuz segue abaixo dos níveis anteriores à guerra, em meio também a ataques contra petroleiros no Mar Vermelho.
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Analistas da High Frequency Economics (HFE) afirmaram que os fundamentos seguem apontando para continuidade da alta, com demanda acima da oferta disponível tanto de petróleo bruto quanto de derivados. Na avaliação da consultoria, a ausência de conversas entre Estados Unidos e Irã para restabelecer o trânsito aberto pelo Estreito de Ormuz mantém a projeção de desequilíbrio entre oferta e demanda.
Nesta sexta-feira (21), um comandante da Marinha do Irã declarou que as forças armadas do país não permitirão a aproximação de inimigos do território iraniano. No mesmo dia, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que “é melhor terminar a guerra hoje”, segundo a agência estatal Press TV.
A campanha de “guerra econômica” anunciada pelos Estados Unidos contra o Irã também foi criticada pela China. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, cobrou que os dois países atuem de forma responsável e busquem uma solução política e diplomática. Em paralelo, o Iraque enviou uma delegação à Arábia Saudita em busca de uma cota maior de produção e exportação na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), segundo a Reuters.
Com o avanço das tensões no Oriente Médio, o mercado encerrou a semana com forte valorização do petróleo e atenção concentrada nas condições de oferta, demanda e circulação de cargas nas principais rotas da região.
Fonte: Estadão Conteúdo
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