O mercado brasileiro de soja apresentou poucas novidades no físico nesta quarta-feira (19), com negociações mais concentradas em Goiás. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, foram reportados volumes razoáveis no estado diante de ofertas firmes, acima dos níveis que vinham sendo praticados.
Nas demais regiões, os negócios permaneceram pontuais, basicamente da mão para a boca. “A semana não está sendo de grandes volumes negociados e, na safra nova, também temos poucas fixações”, destaca Silveira.
Os preços não registraram grandes movimentos ao longo do dia. A Bolsa de Chicago subiu forte, enquanto o dólar recuou e os prêmios ajustaram para cima. No geral, segundo o analista, as indicações ficaram levemente melhores. Nos portos, as ofertas firmes foram mantidas.
Passo Fundo (RS): subiu de R$ 145,00 para R$ 146,00
Santa Rosa (RS): subiu de R$ 146,00 para R$ 147,00.
Cascavel (PR): subiu de R$ 142,00 para R$ 142,50.
Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 138,00,
Dourados (MS): recuou de R$ 137,00 para R$ 135,00.
Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 138,00.
Paranaguá (PR): subiu de R$ 153,00 para R$ 153,50.
Rio Grande (RS): subiu de R$ 153,00 para R$ 154,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam com preços acentuadamente mais altos nesta quarta-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Os resultados abaixo do esperado apresentados até o momento para o potencial produtivo da safra americana pelo Crop Tour da Pro Farmer foi o principal motivo de sustentação dos contratos pela quarta sessão seguida.
A boa demanda chinesa pela soja americana e a queda do dólar frente seus pares – dando competitividade aos produtos de exportação americanos – completaram o cenário positivo para as cotações.
Até o momento, os resultados preliminares da tradicional visita às lavouras norte-americanas têm confirmado a sinalização do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no seu mais recente relatório, que veio com projeções de produtividade abaixo do esperado. As atenções se voltam agora para os números nos estados de Illinois e Iowa, os principais produtores da oleaginosa.
Em Nebraska, a contagem de vagens da soja chega a 1.219,62 em uma área de três pés por três pés, acima da média dos últimos três anos 1.226,94. No ano passado, o Crop Tour estimou a contagem de vagens em 1.3482,31 em uma área de três pés por três pés.
Situação semelhante foi observada em Indiana. A contagem de vagens da soja chega a 1.318,64 em uma área de três pés por três pés, ante a média dos últimos três anos de 1.365,19. No ano passado, o Crop Tour estimou a contagem de vagens em 1.376,59 em uma área de três pés por três pés.
Contratos da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 20,50 centavo de dólar, ou 1,68%, a US$ 12,37 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,51 1/4 por bushel, com elevação de 19,75 centavos de dólar ou 1,60%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 6,80 ou 2,13% a US$ 325,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 69,96 centavos de dólar, com ganho de 0,33 centavo ou 0,47%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,85%, sendo negociado a R$ 5,1771 para venda e a R$ 5,1751 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1566 e a máxima de R$ 5,2106.